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Mendes nega contrato com Banco Master e rebate acusação de Wellington: “Falou bobagem, processo”

Fonte: 24horasmt.com.br | Data: 20/06/2026 13:37:23

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O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), negou neste sábado (20) que sua gestão tenha firmado contrato com o Banco Master para operações de empréstimos consignados aos servidores estaduais. A declaração foi uma resposta às acusações feitas pelo senador Wellington Fagundes (PL), que afirmou que servidores públicos teriam sido prejudicados por contratos autorizados pelo governo estadual.

“Cara, não foi feito um contrato com o Banco Master. Manda ele mostrar isso. Manda mostrar que tem alguma coisa errada. Não adianta ficar falando não, gente. Falou bobagem, processo”, declarou Mauro.

A polêmica teve início após Wellington publicar nas redes sociais um vídeo gravado no plenário do Senado Federal, no qual acusou a administração estadual de permitir irregularidades nos empréstimos consignados.

“No meu estado também, os servidores públicos foram roubados através dos consignados dos servidores públicos, assinado pelo governo do Estado a autorização para o Banco Master chegar lá e roubar do servidor público mato-grossense”, afirmou o senador.

A declaração ocorreu após a repercussão de reportagem do portal Metrópoles que revelou a participação de Mauro Mendes em um evento promovido pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. O governador já havia afirmado que custeou suas despesas com recursos próprios, que não participou de jantar no evento e que não possui relação com Vorcaro.

O caso dos consignados ganhou repercussão em 2025 após denúncias de irregularidades envolvendo instituições financeiras que operavam empréstimos para servidores estaduais. Dados da Assembleia Legislativa apontavam que, dos cerca de 104 mil servidores públicos estaduais, aproximadamente 62 mil possuíam contratos de crédito consignado. Parte desses contratos apresentava indícios de irregularidades e, em alguns casos, comprometia mais de 50% da remuneração dos trabalhadores.

Segundo o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado no Senado, o mesmo modelo de supostas fraudes investigado em Mato Grosso também teria sido identificado em outros 23 estados e mais de 160 prefeituras pelo país.

Ao rebater as acusações de Wellington, Mauro Mendes afirmou que não houve contrato firmado entre o Governo de Mato Grosso e o Banco Master durante sua gestão e desafiou os críticos a apresentarem provas da alegação.