Marília Campos chama de ‘equívoco’ estratégia do PT para o governo de Minas
Fonte: cartacapital.com.br | Data: 25/06/2026 13:36:58
Política
Favorita de Lula para comandar o palanque petista no estado, ex-prefeita de Contagem reafirmou sua pré-candidatura ao Senado
Por
Vinícius Nunes
25.06.2026 13h18
A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) e o presidente Lula (PT). Foto: Douglas Magno/AFP
Eleições 2026
A estratégia do PT de lançar candidatura própria ao governo de Minas Gerais sofreu o primeiro baque um dia depois de ser avalizada pelo presidente Lula. Apontada como principal expoente da legenda para disputar o Palácio Tiradentes, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos afirmou nesta quinta-feira 25 que a decisão representa um “equívoco estratégico” e reafirmou que pretende disputar uma vaga no Senado.
A manifestação ocorre após a reunião realizada na quarta-feira 24, no Palácio da Alvorada, quando Lula recebeu lideranças do PT mineiro e a direção nacional do partido. Ao fim do encontro, a presidente estadual da legenda, Leninha, anunciou que o partido manterá a decisão de apresentar candidatura própria ao governo.
Embora seja a preferida de Lula para liderar o palanque petista em Minas, Marília deixou claro que não pretende mudar seus planos. Em nota, afirmou que a candidatura própria “representa um equívoco estratégico que pode fragilizar o campo democrático e popular no estado”. Segundo ela, “a realidade política de Minas e os desafios de 2026 exigem capacidade de diálogo, construção de consensos e alianças amplas”.
A ex-prefeita também argumentou que a polarização pode dificultar a formação de uma maioria em torno do projeto do presidente. “Reproduzir uma disputa fortemente polarizada tende a recolocar no centro do debate conflitos que pouco contribuem para enfrentar os problemas concretos dos mineiros, além de dificultar a formação de uma maioria política capaz de sustentar o projeto democrático liderado pelo presidente Lula.”
Em vez de uma candidatura petista ao governo, Marília defendeu que o partido lidere uma frente com outras siglas da base governista, como PCdoB, PV, PSB, MDB, Rede, PSOL e PDT.
A petista reafirmou que sua prioridade continua a ser a corrida ao Senado. “Essa é a única disponibilidade política colocada por Marília para a disputa de 2026”, diz a nota. O texto sustenta ainda que sua pré-candidatura é estratégica porque Minas não tem atualmente senadores alinhados ao governo Lula e afirma que esse projeto representa “um importante avanço na presença feminina em cargos majoritários”.
A resistência de Marília aumenta o desafio do PT para montar o palanque de Lula em Minas Gerais, considerado um dos estados mais importantes da disputa presidencial de 2026. Após a desistência do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB), o partido passou a buscar um nome próprio para a eleição estadual. A direção nacional chegou a encarregar o presidente do PT, Edinho Silva, de conversar com Marília na tentativa de convencê-la a disputar o governo, mas a nota divulgada nesta quinta-feira indica que, por ora, ela mantém a decisão de permanecer na corrida ao Senado.

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