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De Pacheco a Marília Campos: as sucessivas portas fechadas que travam os planos de Lula em Minas

Fonte: estadao.com.br | Data: 25/06/2026 13:25:57

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A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) rechaçou publicamente a forte pressão do partido para ser candidata ao governo de Minas Gerais em 2026 e formar um palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Estado. Em uma nota oficial dura, a petista não poupou críticas à condução das articulações da sigla e classificou a insistência em uma chapa pura como um “equívoco estratégico”.

Ao não baixar a cabeça para a imposição da sigla — que tentou constrangê-la publicamente ao lançá-la ao governo mesmo sabendo que ela não queria —, Marília explicitou o que a política mineira já deixou claro há muito tempo: o PT está isolado no Estado, e Lula também. Ao ponto de “levar uma porta na cara” até de uma correligionária.

Ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT) defende que PT não tenha candidatura própria

 

Foto: Luci Sallum/PMC

O clima de tensão entre Marília Campos e a cúpula petista ficou evidente nesta semana. A ex-prefeita evitou dois encontros diretos com Lula, que cumpriu agendas presidenciais em Belo Horizonte.

Diferentemente do desejo do PT, Marília Campos bateu o pé para disputar uma vaga de deputada federal. Apesar do embate, interlocutores da legenda ainda acreditam nos bastidores que ela não negaria um pedido pessoal de Lula, caso os dois venham a se encontrar.

Por ora, entretanto, o segundo maior colégio eleitoral do País tem sido palco de sucessivas negativas e negociações frustradas pela cúpula lulopetista.

O presidente tentou convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSB) e não conseguiu. Diante da negativa, voltou as baterias para o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil. Ele também não quis carregar o palanque de Lula no Estado. Agora, levou a terceira negativa.

A situação só não é pior para Lula porque seu principal adversário na corrida presidencial deste ano, Flávio Bolsonaro (PL), também não conseguiu montar palanque em Minas.