IBGE divulga raio-x dos salários no Brasil; Distrito Federal lidera e nível superior triplica remuneração
Fonte: rrmais.com.br | Data: 25/06/2026 13:41:28
Imagem: Jornal Nacional/ Reprodução
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (25), o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) com base em dados consolidados. O levantamento aponta o Distrito Federal como a unidade federativa com a maior média salarial do país, registrando uma remuneração média de R$ 6.845,13.
O valor pago no DF supera em cerca de R$ 2,9 mil a média nacional, que ficou estabelecida em R$ 3.932,45. No topo do ranking das maiores remunerações estaduais, o Rio de Janeiro aparece na segunda colocação, com média de R$ 4.501,35, seguido de perto pelo estado de São Paulo, em terceiro lugar, com rendimento médio de R$ 4.423,04.
O estudo revelou ainda que o Brasil registrou cerca de 10,6 milhões de empresas e organizações formais ativas, apresentando um crescimento de 5,8%. Desse total de corporações, 93% são de pequeno porte, abrigando até nove funcionários. Ao todo, o mercado formal empregou 68 milhões de pessoas, sendo 54 milhões na condição de assalariadas.
Seis dos dez setores que mais empregam pagam abaixo da média
A pesquisa do IBGE detalhou o comportamento de 20 atividades econômicas e acendeu o alerta para os setores de grande absorção de mão de obra. Os dez segmentos que mais geram postos de trabalho concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores (mais de 90% do total do país), porém seis deles pagam salários inferiores à média nacional de R$ 3.932,45.
-
Comércio e reparação de veículos: É o maior empregador nacional, concentrando quase 10 milhões de trabalhadores assalariados (18,2% do total), mas oferece uma média mensal de apenas R$ 2.797,83.
-
Serviços administrativos e complementares: Reúne mais de 5,7 milhões de assalariados (10,6% do total) com rendimento médio de R$ 2.392,97.
-
Alojamento e alimentação: Registrou a menor remuneração entre os grandes empregadores, com média de R$ 2.080,17 por mês.
Em contrapartida, os setores que concentram menos de 3% dos trabalhadores formais detêm os maiores salários. A liderança absoluta fica com as organizações e organismos internacionais extraterritoriais, que respondem por 0,1% dos assalariados e pagam média de R$ 9.678,61. Na sequência, aparecem os ramos de eletricidade e gás (R$ 8.539,07) e o setor financeiro e de seguros (R$ 8.430,55).
Escolaridade aumenta ganhos em R$ 5 mil; Diferença de gênero persiste
O impacto da educação formal no contracheque do trabalhador continua sendo um dos fatores de maior disparidade no país. O relatório comprova que profissionais com nível superior recebem, em média, R$ 5 mil a mais do que aqueles que possuem formação até o ensino médio.
Enquanto a remuneração média de quem possui diploma universitário atinge R$ 7.776,59, o trabalhador sem graduação recebe cerca de R$ 2.742,41. Na prática, ter ensino superior completo significa ganhar quase três vezes mais, embora esse grupo represente apenas 23,6% dos assalariados no Brasil.
O recorte por gênero também expõe desigualdades na divisão salarial e na ocupação das vagas. Os homens receberam salários, em média, 16,6% maiores do que as mulheres. O rendimento médio deles ficou fixado em R$ 4.206,00, enquanto o valor recebido por elas foi de R$ 3.608,04. Além disso, a ala masculina segue como maioria no mercado formal, respondendo por 29,3 milhões dos postos assalariados do país.
Via: g1
RRMAIS.COM.BR “Notícias com Credibilidade” – Guaraniaçu-Pr.
Envie fotos vídeos, sugestão de pautas, denúncias e reclamações para a equipe Portal RRMAIS.COM.BR pelo WhatsApp (45) 9 9132-8230.