Advogado que pediu a condenação do próprio cliente é encontrado morto
Fonte: acordamanaus.com.br | Data: 26/06/2026 08:24:12
O recente falecimento do advogado Rodrigo Pantaleão gerou grande comoção e questionamentos sobre sua atuação profissional. O advogado foi encontrado morto em sua residência, em Itacorubi, Florianópolis, no dia 25 de junho de 2026, e a Polícia Civil investiga as circunstâncias ao redor de sua morte.
A Circunstância da Morte de Pantaleão
O corpo de Rodrigo Pantaleão foi descoberto por vizinhos que, preocupados com um forte odor, acionaram a Polícia Militar. As forças policiais, ao chegarem ao local, chamaram a Polícia Civil e Científica para realizar os procedimentos periciais necessários.
Dentre os achados, dois cães de grande porte também estavam no imóvel, e foram recolhidos pela Diretoria de Bem-Estar Animal da Prefeitura de Florianópolis. O delegado Alex Bonfim, da Delegacia de Homicídios, afirmou que não foram encontrados sinais de invasão ou lesões no corpo, o que leva a crer que o advogado já estava em óbito há alguns dias.
A Retratação da Ordem dos Advogados
A Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC) expressou sua preocupação e está acompanhando de perto as investigações. O presidente da subseção, Juliano Mandelli, destacou a importância de buscar esclarecimentos sobre a causa da morte e possíveis indícios de crime relacionado à sua atuação, especialmente em virtude das polêmicas vivenciadas por Pantaleão em sua carreira.
No dia da audiência, o advogado havia concordado com a acusação do Ministério Público em um caso conturbado, o que gerou diversas críticas e questionamentos em seu exercício profissional. A OAB-SC já havia iniciado uma apuração sobre essa infração ética.
Retrospecto Profissional e a Polêmica da Audiência
A audiência em que Pantaleão se tornou o centro das atenções ocorreu em 28 de maio de 2026. Seu cliente, um homem de 36 anos, enfrentava acusações de tráfico e uso indevido de drogas. Durante a sessão, o advogado provocou indignação ao concordar publicamente com as alegações do promotor. Essa concordância levou a juíza a considerar o réu indefeso, resultando na destituição de Pantaleão do caso.
Após sua destituição, um novo defensor foi designado para o caso e pediu a anulação das provas apresentadas. Assim, o processo foi suspenso e aguarda uma nova audiência de instrução e julgamento. Essa sequência de eventos colocou Pantaleão sob a luz crítica da sociedade e da comunidade jurídica.
A morte do advogado abre espaço para questionamentos não apenas sobre sua atuação na audiência polêmica, mas também sobre a saúde mental e as pressões que profissionais da advocacia enfrentam. A situação exemplifica a necessidade de um suporte psicológico e ético para advogados, especialmente em casos que envolvem repercussões significativas e possíveis consequências legais que afetam o futuro de seus clientes.
Os questionamentos persistem, e a OAB-SC reafirma sua disposição em investigar todos os aspectos relacionados ao falecimento de Pantaleão, garantindo que, se houver indicações de crime, os responsáveis sejam punidos. A justiça deve prevalecer não apenas no tribunal, mas também no entendimento do que ocorreu nos bastidores da advocacia e na vida profissional do advogado.