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Baterias em usinas solares podem elevar em até 60% os ganhos da geração distribuída

Fonte: reconectanews.com.br | Data: 26/06/2026 10:19:32

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A adoção de sistemas de armazenamento de energia (SAE) com baterias em usinas solares remotas pode aumentar em mais de 60% os créditos obtidos por consumidores atendidos pela micro e minigeração distribuída (MMGD). A conclusão é de um estudo desenvolvido pela TR Soluções, que avaliou o impacto da estratégia para consumidores do subgrupo A4, composto por unidades atendidas em média tensão.

Nesse segmento, que inclui indústrias, supermercados, hospitais e outros grandes consumidores, a cobrança de energia ocorre por meio da tarifa horária, com valores distintos para os períodos de ponta e fora de ponta.

Estratégia aproveita diferença entre tarifas de energia

Segundo a análise, a energia gerada pelas usinas solares durante o dia — período em que a produção é maior e a tarifa costuma ser mais baixa — pode ser armazenada em baterias. Posteriormente, esse volume é injetado na rede elétrica no horário de ponta, geralmente no início da noite, quando o custo da energia é mais elevado.

Esse deslocamento da energia entre os períodos tarifários aumenta o valor dos créditos recebidos pelos consumidores, tornando a operação mais vantajosa financeiramente.

Cada 1 kWh armazenado pode render até 1,61 kWh em créditos

Pelas regras atuais da MMGD, a compensação de energia depende do horário em que ocorre a geração e o consumo. Quando ambos acontecem no mesmo período tarifário, a equivalência é direta: cada 1 kWh injetado corresponde a 1 kWh de crédito.

No entanto, quando a energia é armazenada durante o período fora de ponta e utilizada no horário de ponta, entra em vigor um fator de ajuste baseado na diferença entre as tarifas. De acordo com o levantamento da TR Soluções, essa relação chega a aproximadamente 1,61, permitindo que cada 1 kWh armazenado gere créditos equivalentes a 1,61 kWh para compensação futura.

Tecnologia fortalece a viabilidade econômica da geração distribuída

Para o diretor de Regulação da TR Soluções, Helder Sousa, o armazenamento de energia passa a ocupar um papel estratégico na rentabilidade dos projetos de geração distribuída.

“Com o armazenamento da energia ao longo do dia e seu fornecimento à rede no horário de ponta, a lógica de mercado se inverte a favor do consumidor vinculado à usina”, afirmou.

Segundo o especialista, os sistemas de armazenamento de energia deixam de ser apenas uma solução complementar e passam a representar um elemento essencial para ampliar o retorno financeiro dos chamados prosumidores — consumidores que também produzem energia.

Benefícios também alcançam o sistema elétrico

Além do aumento na rentabilidade, o uso de baterias contribui para melhorar o desempenho do Sistema Interligado Nacional (SIN). A injeção de energia nos momentos de maior demanda ajuda a reduzir a sobrecarga nas redes de distribuição e transmissão.

A estratégia também auxilia no enfrentamento da chamada “curva do pato”, fenômeno que representa o descompasso entre a elevada geração de energia solar durante o dia e o pico de consumo registrado no início da noite.

Como consequência, o sistema elétrico ganha maior equilíbrio entre oferta e demanda, reduzindo inclusive a necessidade de contratação de reserva de capacidade para atender aos horários críticos.

FONTE: Megawhat
TEXTO: Redação
IMAGEM: USP Imagens