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IPCA-15 Registra Queda na Prévia da Inflação em Junho com Alta de 0,41%

Fonte: portalpoa.com.br | Data: 26/06/2026 13:47:09

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A prévia da inflação oficial referente ao mês de junho apresentou alta de 0,41%. Esse percentual indica que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) desacelerou pelo segundo mês consecutivo, após registrar 0,89% em abril e 0,62% em maio.

No acumulado dos últimos 12 meses, o índice atingiu 4,8%, um aumento em relação aos 4,64% verificados em maio. Esses dados foram disponibilizados na quinta-feira, 25 de junho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IPCA-15 é considerado uma medida preliminar da inflação oficial, que é calculada pelo IPCA completo.

Uma sondagem divulgada na última segunda-feira, 22 de junho, por meio do Boletim Focus do Banco Central, apontou que a mediana das instituições financeiras para a inflação oficial de junho é de 0,32%.

Para a composição da prévia da inflação, o IBGE realiza a coleta de preços de nove grupos de produtos e serviços. No mês de junho, os aumentos médios nos grupos de alimentação e bebidas e habitação foram responsáveis por dois terços do índice IPCA-15.

O comportamento dos grupos e seus respectivos impactos em pontos percentuais (p.p.) foram os seguintes:

Alimentação e bebidas: acréscimo de 0,74% com impacto de 0,16 p.p.

Habitação: acréscimo de 0,72% com impacto de 0,11 p.p.

Artigos de residência: alta de 0,36% com impacto de 0,01 p.p.

Vestuário: aumento de 0,45% com impacto de 0,02 p.p.

Transportes: queda de 0,03% com impacto negativo de 0,01 p.p.

Saúde e cuidados pessoais: alta de 0,47% com impacto de 0,06 p.p.

Despesas pessoais: aumento de 0,34% com impacto de 0,04 p.p.

Educação: retração de 0,02% com impacto neutro de 0,00 p.p.

Comunicação: alta de 0,34% com impacto de 0,02 p.p.

Dentro do grupo alimentação e bebidas, a categoria alimentação no domicílio registrou variação de 0,87% em junho, inferior ao aumento de 1,73% observado em maio.

Os produtos com maiores elevações de preço neste segmento foram batata-inglesa, com aumento de 29,42%, tomate com 17,27%, feijão-carioca com 14,29% e cebola com 9,54%.

O IBGE destacou que, no primeiro semestre, os preços do tomate, da cenoura e da batata-inglesa mais que dobraram, com aumentos de 103,84%, 103,10% e 100,20%, respectivamente. Esses alimentos possuem custos fortemente influenciados por condições climáticas.

No segmento de habitação, o maior aumento foi o da energia elétrica residencial, que subiu 2,04%. Entre todos os 377 produtos e serviços pesquisados, a conta de luz teve o maior impacto de alta, correspondente a 0,08 p.p.

O IBGE atribui esse aumento à bandeira tarifária amarela, que estabelece uma cobrança adicional de 1,885 reais a cada 100 quilowatt-hora (Kwh) consumidos.

Essas bandeiras tarifárias são definidas mensalmente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Conforme a agência, a previsão de precipitação abaixo da média e o aumento esperado no consumo de energia justificam a aplicação da tarifa extra.

A escassez prevista de chuvas e as temperaturas mais elevadas no país elevam os custos operacionais do sistema hidrelétrico, o que torna necessário acionar usinas termelétricas, que possuem custos superiores.

Além disso, reajustes tarifários nas contas de luz nas cidades de Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Salvador também influenciaram a alta no grupo habitação. Embora esses reajustes tenham impacto regional, o índice IPCA, por ser uma média nacional, reflete esses aumentos.

No grupo transportes, as passagens aéreas ficaram 7,24% mais caras, resultando em impacto de 0,05 p.p. Por outro lado, os combustíveis registraram queda de 1,22%, com impacto negativo de 0,08 p.p.

Dentro do IPCA-15, os preços que mais contribuíram negativamente foram etanol, com queda de 5,30%, e gasolina, com redução de 0,73%, ambos com impacto negativo de 0,04 p.p. O óleo diesel também recuou 1,47% em junho.

O IPCA-15 utiliza metodologia similar à do IPCA oficial, que é a inflação oficial do país e serve como base para a política de metas do governo, cujo objetivo é alcançar inflação de 3% no acumulado em 12 meses, podendo variar 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

A diferença entre os dois índices está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. No caso da prévia, os dados são coletados e divulgados antes do término do mês de referência. Para a medição atual, a coleta ocorreu de 16 de maio a 16 de junho.

Ambos os índices consideram uma cesta de bens e serviços direcionada a famílias com renda mensal entre um e 40 salários mínimos, sendo que o salário mínimo vigente é de 1.621 reais.

O IPCA-15 realiza a coleta de preços em 11 localidades do país, incluindo as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. Já o IPCA completo abrange 16 localidades, adicionando Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

A divulgação do IPCA completo referente ao mês de junho está prevista para o dia 10 de julho.