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Falsa veterinária presa em Niterói: Conselho pede investigação após uso de registro de outra profissional e castrações clandestinas

Fonte: oglobo.globo.com | Data: 26/06/2026 17:49:39

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CRMV-RJ aciona universidade e solicita abertura de processo disciplinar contra estudante detida em Itaipu; caso envolve cartões de vacinação e cirurgias ilegais


Falsa veterinária é detida em Niterói durante operação após denúncias de castrações clandestinas em animai
Falsa veterinária é detida em Niterói durante operação após denúncias de castrações clandestinas em animai — Foto: Divulgação

RESUMO

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GERADO EM: 26/06/2026 – 17:38

Estudante de veterinária é presa em Niterói por falsidade profissional

Uma estudante de veterinária foi presa em Niterói por se passar por médica-veterinária, utilizando o registro de outra profissional para realizar castrações clandestinas. O CRMV-RJ pediu investigação à universidade da suspeita e apuração do caso, que envolve falsificação de documentos e prática ilegal da profissão. A universidade já iniciou um processo disciplinar interno. O caso levanta preocupações sobre a ética e segurança na medicina veterinária.

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O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ) encaminhou um ofício à universidade onde estuda a mulher presa em flagrante nesta semana, em Itaipu, na Região Oceânica de Niterói, suspeita de se passar por médica-veterinária, utilizar o registro profissional de outra veterinária para atender animais e realizar castrações clandestinas. No veículo da estudante, agentes encontraram cartões de vacinação com o carimbo e os dados da profissional, que afirmou não conhecer a suspeita nem ter autorizado o uso de seu nome.

No documento, o CRMV-RJ solicita a abertura de um procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta da estudante e avaliar a adoção das medidas cabíveis, conforme as normas internas da instituição de ensino.

A prisão foi realizada pela Operação Segurança Presente Niterói, em conjunto com o Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), após denúncias de moradores de que a suspeita marcava atendimentos informais para realizar procedimentos cirúrgicos em cães e gatos.

Segundo as investigações, ela havia combinado um encontro em um posto de combustíveis da região para realizar mais uma castração quando foi abordada pelos agentes. Durante a ação, foram apreendidos cartões de vacinação de animais com o nome e o registro profissional de uma médica-veterinária inscrita no Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS).

A profissional foi localizada pela equipe e informou que não conhece a suspeita e nunca autorizou a utilização de seu registro.

Durante a abordagem, a mulher apresentou apenas um cartão virtual de estudante de Medicina Veterinária. Embora tenha negado formalmente que atendia animais, admitiu informalmente que realizava cirurgias e mantinha materiais cirúrgicos em casa.

Ela foi levada para a 81ª DP (Itaipu), onde foi autuada por exercício ilegal da medicina, arte dentária ou farmacêutica e falsidade ideológica. A suspeita permanece à disposição da Justiça.

Para o presidente do CRMV-RJ, Diogo Alves, a gravidade do caso exige uma resposta das instituições responsáveis pela formação e fiscalização da profissão.

“A Medicina Veterinária é uma profissão regulamentada, baseada na responsabilidade técnica, na ética e no compromisso com a saúde animal, a saúde pública e a sociedade. O exercício ilegal da profissão e a utilização indevida do registro profissional de terceiros representam condutas extremamente graves, que colocam vidas em risco e comprometem a credibilidade da Medicina Veterinária”, afirmou.

O conselho destaca que, caso os fatos sejam confirmados, a conduta é incompatível com os princípios éticos da profissão e, por isso, defende que o caso também seja analisado no âmbito acadêmico. O CRMV-RJ informou que a universidade poderá aplicar as medidas disciplinares previstas em seu regulamento, incluindo o desligamento da estudante, caso essa seja a conclusão do processo interno.

Além disso, o órgão reforça que o exercício ilegal da Medicina Veterinária representa risco ao bem-estar animal, à saúde pública e à segurança da sociedade, já que procedimentos realizados por pessoas sem habilitação técnica podem comprometer diagnósticos, tratamentos e medidas sanitárias.

A Universidade Veiga de Almeida (UVA) confirmou que recebeu a comunicação formal do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ). Em nota, a instituição informou que, assim que tomou conhecimento dos fatos, iniciou uma apuração interna e já abriu processo administrativo disciplinar para avaliar a conduta da estudante, conforme previsto em seu regimento interno.

A universidade reforçou ainda o compromisso com a ética, com a formação responsável de profissionais e com o cumprimento das normas acadêmicas e legais que regem o exercício profissional.

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