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Maíra Cardi relata reação ao PMMA após 20 anos de aplicação e especialista explica

Fonte: itatiaia.com.br | Data: 26/06/2026 18:26:37

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A influenciadora Maíra Cardi relatou em suas redes sociais uma reação ao polimetilmetacrilato, conhecido popularmente como PMMA, após 20 anos de sua aplicação. A substância plástica é utilizada como preenchedor em gel e teve a aplicação proibida para fins estéticos no país, de acordo com resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Segundo o médico dermatologista Dr. Lucas Miranda, a reação ao PMMA acontece porque ele não é absorvido e permanece no corpo como microesferas e pode apresentar inflamação crônica com o tempo. Além disso, ele afirmou que a substância é classificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como sendo de máximo risco.

“Com o tempo, pode haver inflamação crônica, reação de corpo estranho, granulomas, fibrose, infecção tardia ou deslocamento mecânico em planos profundos da face. O resultado pode ser endurecimento, irregularidades e nódulos visíveis, mesmo décadas após a aplicação. A Anvisa classifica o PMMA como produto de máximo risco para preenchimento subcutâneo, e o CFM destaca complicações tardias como nódulos, granulomas e inflamação crônica”, disse.

O especialista explicou ainda que a substância pode comprometer a circulação sanguínea da pele e que aos primeiros sinais de redução do fluxo de sangue um médico deve ser consultado. “Os sinais de alerta incluem dor importante e progressiva, mudança de cor da pele, palidez, arroxeamento, livedo, frialdade local, bolhas, feridas, escurecimento da pele ou piora rápida do inchaço. Esses sinais exigem avaliação médica urgente, pois necrose é uma complicação grave descrita”, afirmou.

Além disso, a reação ao uso do PMMA pode lesar outros órgãos, principalmente os rins. Segundo o Dr. Lucas Miranda, a reação granulomatosa afeta a absorção de vitamina D, o que pode causar cálculos renais e calcificações.

“O excesso de cálcio pode provocar cálculos renais, calcificações, piora da função renal e, em casos graves, insuficiência renal crônica. Há relatos médicos brasileiros de hipercalcemia grave e doença renal associadas a grandes volumes de PMMA”, explicou.

O médico também recomendou que quem aplicou o PMMA e não teve reações não deve tentar remover a substância. Segundo o Dr. Lucas, a melhor opção é realizar acompanhamento com dermatologista para avaliação clínica periódica.

“Em casos de grandes volumes, múltiplas áreas ou sintomas sistêmicos, podem ser solicitados exames como cálcio sérico, função renal, vitamina D/PTH e exames de imagem, como ultrassom ou ressonância, conforme avaliação médica”, disse.

Por fim, Dr. Lucas Miranda reafirmou que qualquer reação ao produto deve ser avaliada por um médico. “PMMA é permanente, de difícil remoção e suas complicações podem surgir muitos anos depois. Qualquer dor, endurecimento progressivo, mudança de cor da pele, ferida, secreção, febre ou alteração do formato facial deve ser avaliada rapidamente por médico”, finalizou.