Entenda por que o IMAS solicitou a saída do Hospital Bom Jesus de Rio Negro
Fonte: gazetasbs.com.br | Data: 26/06/2026 20:28:55
Notícias divulgadas na região apontavam que o Hospital Bom Jesus, de Rio Negro (PR), teria rescindido o contrato com o Instituto Maria Schmidt (IMAS), responsável pela gestão da unidade. O assunto também repercutiu nos bastidores políticos de São Bento do Sul, devido à gestão da UPA pelo mesmo instituto.
No entanto, segundo Rafael Schroeder, diretor da UPA e também responsável pela gestão do hospital, a situação ocorreu de forma inversa. De acordo com ele, foi o IMAS que solicitou a saída da administração da unidade após uma proposta apresentada à diretoria do hospital não ser aceita.
Conforme Rafael, o Hospital Bom Jesus acumula aproximadamente R$ 9,4 milhões em dívidas e possui patrimônio estimado em cerca de R$ 8 milhões. A proposta do IMAS previa assumir todo o passivo da unidade, desde que o imóvel fosse repassado ao instituto como garantia.
Mesmo com patrimônio inferior ao valor da dívida, o IMAS teria destacado acreditar no potencial do hospital e manifestado interesse em assumir um valor maior do que o patrimônio existente. Como a proposta não foi aceita pela fundação responsável pela unidade, o instituto solicitou a saída da gestão.
Pagamentos
Rafael também explicou que, quando o IMAS assumiu a gestão do hospital, em março, já existiam pagamentos atrasados referentes aos meses de janeiro, fevereiro e março para os médicos da unidade. Segundo ele, a notificação do Conselho Regional de Medicina (CRM) foi direcionada à empresa médica que prestava serviços no hospital. “Quando assumimos o hospital, em março, começamos a pagar os valores atrasados e também os pagamentos dos meses seguintes. Então, não havia atraso de pagamento do IMAS para os médicos”, reforçou.
A decisão pela saída do IMAS da gestão do Hospital Bom Jesus foi definida em reunião realizada nesta semana. De acordo com Rafael, o instituto não seguiria prestando serviços sem uma garantia relacionada ao acordo proposto. Durante os quatro meses em que esteve à frente da gestão da unidade, o IMAS aportou mais de R$ 1 milhão para garantir o funcionamento do hospital.
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