• A bandeira tarifária amarela permanece em vigor durante o mês de julho de 2026.
  • A cobrança adicional é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
  • A medida reflete condições menos favoráveis de geração de energia, com maior uso de termelétricas.
  • O impacto na fatura varia conforme o consumo mensal e a incidência de tributos.
  • Consumidores da Tarifa Social de Energia Elétrica possuem descontos nas bandeiras tarifárias.

A bandeira tarifária amarela continuará em vigor na conta de luz em julho de 2026, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com a decisão, os consumidores terão cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Na prática, a conta fica mais cara para quem consome mais energia. Uma residência com consumo de 200 kWh no mês, por exemplo, terá acréscimo tarifário de R$ 3,77 pela bandeira amarela, antes dos efeitos finais de tributos e demais componentes da fatura.

Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira amarela está ligada a condições menos favoráveis de geração de energia no país. O período seco reduz a contribuição das hidrelétricas e pode exigir maior acionamento de usinas termelétricas, que têm custo mais alto.

Quanto a bandeira amarela pode acrescentar na conta

O impacto depende do consumo mensal. Veja exemplos com base no adicional informado pela Aneel:

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Consumo no mês Acréscimo estimado
100 kWh R$ 1,89
150 kWh R$ 2,83
200 kWh R$ 3,77
300 kWh R$ 5,66
500 kWh R$ 9,43

Os valores são uma estimativa direta da bandeira. A própria Aneel informa, em sua página de perguntas frequentes, que há incidência de tributos sobre as bandeiras tarifárias. Por isso, o efeito final pode variar conforme a distribuidora, o estado e a composição da fatura.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar ao consumidor, mês a mês, se a geração de energia está mais barata ou mais cara. A cor da bandeira não substitui a tarifa de energia, mas indica um custo adicional quando as condições de geração pioram.

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Na página oficial sobre bandeiras tarifárias, a Aneel informa os valores atuais:

Bandeira Situação de geração Cobrança adicional
Verde Condições favoráveis Sem acréscimo
Amarela Condições menos favoráveis R$ 1,885 a cada 100 kWh
Vermelha patamar 1 Geração mais custosa R$ 4,463 a cada 100 kWh
Vermelha patamar 2 Geração ainda mais custosa R$ 7,877 a cada 100 kWh

A bandeira é definida mensalmente pela Aneel. O calendário oficial de 2026 prevê que a cor da bandeira de agosto seja divulgada em 31 de julho, conforme programação publicada pela agência reguladora.

A bandeira tarifária é aplicada aos consumidores cativos das distribuidoras, ou seja, aqueles atendidos pelas empresas de distribuição no mercado regulado. A exceção, segundo a Aneel, são consumidores localizados em sistemas isolados.

Consumidores beneficiários da Tarifa Social de Energia Elétrica têm descontos também sobre as bandeiras, conforme as regras do programa. A Aneel também informa descontos específicos para atividades como irrigação e aquicultura em horário reservado.

A conta de luz vinha com bandeira verde de janeiro a abril, período em que não houve cobrança extra. Em maio, a Aneel acionou a bandeira amarela, citando redução de chuvas na transição para o período seco. Em junho, a agência manteve a mesma sinalização, também com adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh.

Para julho, o cenário não mudou o suficiente para retorno à bandeira verde. A orientação prática ao consumidor é reduzir desperdícios, principalmente em equipamentos de maior consumo, como chuveiro elétrico, ar-condicionado, geladeira, ferro de passar e máquina de lavar.