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Novo estudo internacional revela que 84% dos cães apresentam sinais de ansiedade

Fonte: extra.globo.com | Data: 27/06/2026 04:10:52

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Um novo estudo internacional revelou um número alarmante sobre a saúde e o bem-estar dos cachorros. Segundo a pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina Veterinária e Ciências Biomédicas da Universidade Texas A&M, nos Estados Unidos, 84% dos cães apresentam sinais leves de medo ou ansiedade em situações cotidianas.

Entre os sintomas apontados pelos pesquisadores americanos estão choramingar, ficar paralisado, tremer, tentar fugir ou se esconder. Ficar agachado, encolhido ou com o rabo entre as pernas por um longo período também é um sinal de alerta.

— Medo e ansiedade são emoções relacionadas que podem estar associadas a uma variedade de situações consideradas ameaçadoras por um cão. Fisiologicamente, a maioria dos casos de ansiedade é de curta duração, mas a saúde de um animal pode ser afetada negativamente quando a ansiedade se torna estressante e persiste por longos períodos — explicam os pesquisadores em seu estudo, que foi publicado na revista Veterinary Research Communications (Comunicações de Pesquisa Veterinária).

Para o trabalho, os pesquisadores analisaram dados de 43.517 cachorros, que foram inscritos por seus tutores no Projeto de Envelhecimento Canino. Os tutores tiveram que responder nove perguntas para avaliar os níveis de ansiedade e medo nos cães.

De forma geral, os resultados mostraram que 91% dos cachorros apresentaram pelo menos sinais leves de medo ou ansiedade. Quando os pesquisadores excluíram o corte de unhas e o banho — medos que os cães geralmente têm —, a proporção caiu para 84%. Os fatores desencadeantes mais frequentemente relatados foram pessoas e outros cachorros desconhecidos, juntamente com ruídos, objetos estranhos e situações novas.

Atenção com a frequência

Os cientistas destacam comportamentos dos cães que merecem atenção dos tutores. Se o cachorro estiver levemente ansioso, por exemplo, pode evitar contato visual e determinado objeto, além de se agachar ou se encolher com o rabo baixo ou entre as pernas, choramingar, ficar paralisado e tremer.

— Já vi cães chegarem ao ponto de ficarem tão angustiados durante tempestades que tentam roer paredes de tijolos só para entrar em casa. Quando atinge esse nível, torna-se quase impossível de gerir — afirma a veterinária Bonnie Beaver, autora da pesquisa.

Beaver ressalta que, se o tutor notar sinais de ansiedade mais frequentes no cachorro, é necessário procurar a ajuda de um veterinário. Segundo a especialista, caso não haja intervenção, a ansiedade pode evoluir para a agressividade.

— A preocupação surge quando esse medo se torna mais constante ou continua a aumentar com o tempo. É aí que precisamos intervir — alerta a veterinária.

Embora o medo e a ansiedade não possam ser eliminados completamente, os pesquisadores explicam que eles podem ser reconhecidos, monitorados e tratados antes que se agravem.