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Anvisa proíbe plataforma de emagrecimento e orienta cuidados com canetas emagrecedoras

Fonte: 93noticias.com.br | Data: 27/06/2026 09:02:30

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Saúde

Anvisa proíbe plataforma de emagrecimento e orienta cuidados com canetas emagrecedoras

Anvisa proíbe plataforma de emagrecimento e especialistas orientam cuidados com canetas emagrecedoras.

27/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h28

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu, nesta sexta-feira (26), o funcionamento da plataforma de emagrecimento Voy, que oferecia tratamentos e avaliações de saúde personalizados para obesidade. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e visa garantir a segurança dos pacientes que buscam auxílio no controle do peso.

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Especialistas foram consultados para esclarecer os cuidados que os pacientes devem ter antes de iniciar tratamentos com as chamadas “canetas emagrecedoras”. Segundo Neuton Dornelas Gomes, endocrinologista e presidente da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), o tratamento seguro deve seguir quatro pilares: diagnóstico correto, medicamento registrado pela Anvisa, prescrição médica e compra em farmácias regularizadas.

“O tratamento da obesidade é individualizado, baseado em evidências científicas e envolve mais do que apenas o uso da medicação”, destacou a endocrinologista Carla Adlung.

Carla enfatiza que o primeiro passo é confirmar se há indicação médica para o uso desses medicamentos. “Antes de iniciar o tratamento, é fundamental uma avaliação clínica completa, incluindo histórico de saúde, doenças associadas, medicamentos em uso e definição de objetivos terapêuticos individualizados”, explicou.

A prescrição médica é outro ponto crucial. Dornelas reforça que o paciente deve ter uma “fonte segura” para a prescrição dos medicamentos, e Carla complementa que é importante verificar se o profissional possui registro ativo no CRM (Conselho Regional de Medicina).

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Os especialistas também alertam sobre os riscos da automedicação, que podem levar ao uso inadequado da dose do medicamento e atrasar diagnósticos de doenças que exigem tratamento específico.

Quanto ao medicamento, é fundamental exigir nota fiscal e verificar a integridade da embalagem, bem como se o produto possui registro válido na Anvisa. Adlung ressalta que produtos vendidos por canais informais podem representar riscos à saúde, pois não atendem aos padrões de qualidade exigidos pelos órgãos reguladores.

“Ao tratar uma doença crônica como a obesidade, a segurança do medicamento é tão importante quanto sua eficácia”, afirmou a médica.

Além disso, Dornelas destaca que os medicamentos devem ser adquiridos apenas em farmácias autorizadas. A procedência e o armazenamento adequado do produto são essenciais para garantir a saúde do paciente.

A Anvisa, ao proibir a plataforma Voy, justifica que a empresa responsável não possui autorização para atuar na comercialização de medicamentos. A Voy, por sua vez, afirmou que já tomou as medidas administrativas necessárias e que ainda está autorizada a operar.

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu, nesta sexta-feira (26), o funcionamento da plataforma de emagrecimento Voy, que oferecia tratamentos e avaliações de saúde personalizados para obesidade. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e visa garantir a segurança dos pacientes que buscam auxílio no controle do peso.

Especialistas foram consultados para esclarecer os cuidados que os pacientes devem ter antes de iniciar tratamentos com as chamadas “canetas emagrecedoras”. Segundo Neuton Dornelas Gomes, endocrinologista e presidente da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), o tratamento seguro deve seguir quatro pilares: diagnóstico correto, medicamento registrado pela Anvisa, prescrição médica e compra em farmácias regularizadas.

“O tratamento da obesidade é individualizado, baseado em evidências científicas e envolve mais do que apenas o uso da medicação”, destacou a endocrinologista Carla Adlung.

Carla enfatiza que o primeiro passo é confirmar se há indicação médica para o uso desses medicamentos. “Antes de iniciar o tratamento, é fundamental uma avaliação clínica completa, incluindo histórico de saúde, doenças associadas, medicamentos em uso e definição de objetivos terapêuticos individualizados”, explicou.

A prescrição médica é outro ponto crucial. Dornelas reforça que o paciente deve ter uma “fonte segura” para a prescrição dos medicamentos, e Carla complementa que é importante verificar se o profissional possui registro ativo no CRM (Conselho Regional de Medicina).

Os especialistas também alertam sobre os riscos da automedicação, que podem levar ao uso inadequado da dose do medicamento e atrasar diagnósticos de doenças que exigem tratamento específico.

Quanto ao medicamento, é fundamental exigir nota fiscal e verificar a integridade da embalagem, bem como se o produto possui registro válido na Anvisa. Adlung ressalta que produtos vendidos por canais informais podem representar riscos à saúde, pois não atendem aos padrões de qualidade exigidos pelos órgãos reguladores.

“Ao tratar uma doença crônica como a obesidade, a segurança do medicamento é tão importante quanto sua eficácia”, afirmou a médica.

Além disso, Dornelas destaca que os medicamentos devem ser adquiridos apenas em farmácias autorizadas. A procedência e o armazenamento adequado do produto são essenciais para garantir a saúde do paciente.

A Anvisa, ao proibir a plataforma Voy, justifica que a empresa responsável não possui autorização para atuar na comercialização de medicamentos. A Voy, por sua vez, afirmou que já tomou as medidas administrativas necessárias e que ainda está autorizada a operar.

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