Pressionada pelo PT a disputar governo de Minas, Marília Campos faz agenda com pré-candidatos de MDB e PSB
Fonte: oglobo.globo.com | Data: 27/06/2026 12:41:25
Ex-prefeita de Contagem resiste a pedido de Lula após negativa do senador Rodrigo Pacheco
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GERADO EM: 27/06/2026 – 12:28
Marília Campos resiste a pressão do PT e foca em aliança ao Senado
Marília Campos, ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, resiste à pressão do PT para disputar o governo estadual, preferindo uma estratégia de frente única com MDB e PSB. Critica a ideia de candidatura própria como “equívoco estratégico” e defende aliança ampla para fortalecer o projeto em Minas. Campos busca apoio para o Senado, destacando sua viabilidade eleitoral e compromisso municipalista.
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A ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, Marília Campos (PT), participou neste sábado, 27, de um encontro regional de lideranças políticas em Montes Claros, ao lado de Gabriel Azevedo (MDB) e Jarbas Soares Júnior (PSB), dois postulantes ao governo do estado. Ela é a alternativa preferida do presidente Lula para para uma candidatura própria ao Executivo mineiro, mas resiste à ideia, que classifica como um “equívoco estratégico” do partido.
Ela reforçou a jornalistas, após o encontro, que deseja concorrer a uma das vagas ao Senado e, apesar de ter recebido o aval do diretório estadual e nacional do PT, deve se encontrar “brevemente” com o presidente da sigla, Edinho Silva, para “aprofundar a estratégia eleitoral de 2026”.
— O norte não é o confronto, mas a gente juntar esforços. Eu, particularmente, defendo uma estratégia eleitoral que aposte numa composição de frente única, como foi definido anteriormente quando o representante era o Rodrigo Pacheco, que infelizmente declinou desse convite. O Rodrigo não vem, mas hoje temos uma possível costura entre PT, MDB, PSB e, não descarto, o PDT. Precisamos de uma grande conciliação de interesses para de fato disputar com força um projeto para Minas Gerais.
Marília afirmou ainda que emitiu uma nota à imprensa esta semana diante de “inverdades” de que teria mudado de posicionamento e se apresentava agora como pré-candidata ao governo do estado. Ela pretende, nas suas palavras, “apresentar para o presidente Lula” o seu ponto de vista, que passa por uma “estratégia para ganhar as eleições”, tanto ao governo quanto ao Senado, além de eleger “uma boa bancada de deputados federais e estaduais para ajudar na construção da governabilidade”.
— Não estamos aqui disputando apenas nomes, estamos disputando uma estratégia unificada, defendida também pelo MDB e o PSB e pretendo articular com o PDT. É com essa força política que a gente quer disputar o processo eleitoral para ofertar um palanque consistente para o presidente Lula.
A petista fez também uma série de elogios aos políticos cotados ao governo mineiro nos outros partidos. Jarbas Soares, ex-procurador-geral de Justiça que atuou em casos como os desastres ambientais de Mariana e Brumadinho, é visto por ela como alguém que “defendeu a autonomia dos municípios” e seria um “bom candidato”. Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, por sua vez, “tem mostrado muita disposição para essa luta” e “tem muita consistência com as suas convicções sobre o governo do estado”.
— Acho que no Senado eu tenho melhores condições para ajudar, porque sou uma municipalista que vou defender as nossas cidades. E, segundo, pela viabilidade eleitoral, porque todas as pesquisas feitas até então me apontam como a mais viável, do ponto de vista de uma vitória eleitoral, para a candidatura ao Senado.
Afagos de aliados
Os pré-candidatos de MDB e PSB fizeram coro à posição de Marília. Jarbas, por exemplo, declarou voto nela “independente do que acontecer” e disse que ela é uma “pessoa de bom senso e que dialoga”, à altura do senador Rodrigo Pacheco, que pretende deixar a vida pública.
— Sobre composição, eu estava viajando, cheguei esta noite, e vamos agora ter tempo de conversar. Eu não tenho apego a nada. Estou me colocando à disposição porque acho que Minas Gerais precisa.
Azevedo disse que “ninguém que tenha a espinha e as ideias no lugar tem receio de sentar à mesa com quem é diferente”, e Marília o faz porque demonstra “convicção nas próprias ideias”. Elogiou ainda a gestão dela no município de Contagem e projetou a sua eleição ao Senado.
— Vamos mexer no doce, porque o resultado, o norte já esta apontando. Montes Claros é o primeiro passo para mostrar para Minas Gerais que aqui está o lado da democracia — completou o ex-vereador.
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