Rinite e alergias respiratórias: como reduzir exposição a mofos e ácaros
Fonte: em.com.br | Data: 28/06/2026 13:00:31
Com a chegada do inverno, o aumento do tempo em ambientes fechados e o uso de roupas e cobertores guardados por meses elevam a exposição a ácaros e mofo, dois dos principais desencadeadores de crises de rinite, asma e outras alergias respiratórias. Embora comuns nesta época do ano, os sintomas podem ser prevenidos com medidas simples de ventilação, limpeza e cuidados com a umidade dos ambientes.
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Durante os meses mais frios, é comum manter portas e janelas fechadas para conservar o calor. No entanto, a redução da circulação de ar favorece o acúmulo de umidade produzida por banhos quentes, pela respiração e por atividades do dia a dia. Esse cenário cria condições ideais para a proliferação de mofo em paredes, tetos e armários,além de propiciar o acúmulo de poeira e ácaros presentes no ar. Da mesma forma, casacos, cobertores e edredons armazenados por longos períodos podem acumular ácaros, aumentando o risco de reações alérgicas quando voltam a ser utilizados.
“Os ácaros e o mofo causam alergia em contato com as vias respiratórias. Os ácaros habitam locais úmidos e aquecidos, como colchões, travesseiros, tapetes e estofados. Já o mofo libera esporos invisíveis a olho nu no ambiente, que podem desencadear reações alérgicas em pessoas sensíveis”, explica a alergologista Cristina Abud de Almeida.
Segundo a médica, a crise alérgica ocorre quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias que normalmente não representam ameaça ao organismo.
“Para combater essa falsa ameaça, o corpo libera uma substância chamada histamina, que gera uma inflamação imediata nas vias aéreas. É essa reação de defesa que gera os sintomas clássicos, como espirros, coriza, coceira nos olhos e tosse, na tentativa de expulsar aquilo que o organismo interpreta como um agente invasor”, explica.
Além da maior exposição a mofo e ácaros, o inverno também costuma ser marcado pela queda da umidade relativa do ar em diversas regiões do país. O ar seco irrita e resseca as mucosas do nariz e da garganta, comprometendo uma importante barreira natural de proteção do organismo. Como resultado, aumenta a suscetibilidade a infecções respiratórias e ao agravamento de condições como rinite e asma.
Como reduzir a exposição a mofo e ácaros no inverno
Para enfrentar o inverno longe das crises respiratórias, algumas medidas simples podem fazer a diferença. O especialista recomenda manter os ambientes ventilados diariamente, abrindo janelas sempre que possível para favorecer a renovação do ar.
Confira as principais recomendações:
- Mantenha portas e janelas abertas diariamente para favorecer a circulação e renovação do ar;
- Lave casacos, cobertores e edredons antes do primeiro uso após longos períodos de armazenamento;
- Sempre que possível, exponha roupas de inverno e roupas de cama ao sol;
- Evite o acúmulo de umidade em armários, paredes e outros ambientes pouco ventilados;
- Prefira panos úmidos na limpeza da casa, em vez de espanadores ou vassouras, que espalham poeira e partículas alergênicas;
- Hidrate-se regularmente para evitar o ressecamento das vias respiratórias;
- Faça a higiene nasal com soro fisiológico, especialmente em períodos de baixa umidade do ar;
- Utilize umidificadores com moderação e mantenha a limpeza do aparelho em dia.
“Pequenas mudanças na rotina podem reduzir significativamente a exposição a ácaros e fungos durante o inverno. No entanto, quando os sintomas persistem, se tornam frequentes ou afetam a qualidade de vida, é importante procurar avaliação médica para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado”, recomenda.
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