Marília no Senado e candidatura ao governo indefinida
Fonte: itatiaia.com.br | Data: 29/06/2026 08:01:17
Está na mão do presidente Lula (PT) a definição da composição, em seu campo político, para a sucessão estadual em Minas Gerais, estado pendular, – que em 2018 deu vitória a Jair Bolsonaro e em 2022 deu vitória a Lula. Minas é também o segundo maior colégio eleitoral e estado chave na sucessão presidencial: de todas as unidades da federação, é o mais disputado.
Não à toa, a sucessão mineira está entre as últimas, no país, a ter uma definição de candidaturas tanto do campo lulista quanto do campo bolsonarista.
O que está em debate, nesse campo lulista, é a estratégia a ser adotada. Há um grupo de parlamentares que defendem a candidatura própria do PT ao governo de Minas, puxando a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, para a cabeça da chapa. Mas Marília pretende manter a sua candidatura ao Senado porque prega uma frente ampla, em Minas Gerais, com o MDB de Gabriel Azevedo, o PSB de Jarbas Soares Júnior, o PDT e outros partidos da base de sustentação do governo Lula.
Marília está na liderança da corrida ao Senado; em três meses, já percorreu mais de 200 cidades e rodou 30 mil quilômetros. A campanha dela ao Senado está estruturada e respaldada por um conjunto de movimentos sociais e de mulheres que estão mobilizadas para ter uma representação feminina de Minas no Senado. Em 200 anos de história, Minas Gerais elegeu uma única mulher ao Senado: Junia Marise (1991-1999).
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Marília Campos conversou neste domingo com Edinho Silva, presidente nacional do PT, e Leninha, presidente estadual do PT, reiterando a sua defesa para a construção de uma frente ampla, expandindo a composição com legendas de centro e da direita ao projeto. Na avaliação dela, a frente ampla, encabeçada por um partido de centro, vai despolarizar o debate em Minas, que precisa focar os reais problemas do estado. Uma chapa encabeçada pelo PT, na avaliação de Marília, estreitaria o leque de alianças do PT, o que prejudicaria a campanha de Lula em Minas e a sua própria campanha ao Senado Federal.
A palavra final será de Lula, que deverá avaliar qual partido tem maior capilaridade no estado e tem potencial de ampliar mais os apoios em Minas. A bola está rolando nos pés da seleção em campo e, na política, em lances para a escalação dos times. Para quem está na torcida, é emoção. Mas, para quem decide, é um cálculo de perdas e ganhos.