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Novo tipo de vacina permite imunizar contra famílias de vírus

Fonte: estadao.com.br | Data: 29/06/2026 13:35:54

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Vacina da dengue do Butantan suspensa: o que isso significa?

Medida não quer dizer que a vacina é perigosa.

Uma nova tecnologia de vacinas desenvolvida com a ajuda da inteligência artificial (IA) oferece esperança de imunizar contra famílias inteiras de vírus e pode até prevenir a próxima pandemia, segundo uma equipe de pesquisadores da Universidade de Cambridge.

O professor Jonathan Heeney, à frente da pesquisa, compara essa nova técnica a uma “chave mestra” que abriria todas as portas de um edifício.

Atualmente, o principal problema é que a cepa da vacina com a qual alguém está imunizado pode não ser a mesma à qual estará exposto meses depois, explica à AFP.

As vacinas “estão sempre um passo atrás do vírus”, diz.

Vacina produzida com a nova técnica foi testada em 39 voluntários

 

Foto: Yurolaitsalbert/Adobe Stock

Com a técnica desenvolvida em Cambridge, “eliminamos essa variabilidade fabricando algo que, de maneira geral, é reconhecido pelo sistema imunológico e deveria proteger em todos os casos”, acrescenta.

O professor canadense embarcou no projeto após a epidemia de ebola de 2014-2016 na África Ocidental, onde estava naquela época.

No início, o vírus do ebola foi observado na República Democrática do Congo, na África Central, onde chegou a ser confundido com febre de Lassa, gastroenterite ou cólera, lembra.

Foram necessários vários meses para entendê-lo e buscar uma vacina, mas nesse tempo ele já havia chegado à Guiné, a Serra Leoa e depois à Libéria, ou seja, três países diferentes, afirma o pesquisador.

No total, essa epidemia causou mais de 11,3 mil mortes na África Ocidental em dois anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Heeney voltou a Cambridge convencido de que era preciso mudar a forma de trabalhar.

Com a ajuda das primeiras ferramentas de IA disponíveis, sua equipe reuniu todas as informações sobre vários vírus no computador.

Assim, eles puderam identificar tanto “as semelhanças quanto as diferenças nas partes importantes dos vírus às quais o sistema imunológico reage”, o que permite reconhecer todas as suas variantes em vez de apenas uma.

Essa nova técnica é promissora diante do aumento da frequência de aparição de vírus como consequência do crescimento demográfico, dos deslocamentos transfronteiriços e da invasão humana crescente nos habitats dos animais, explica Heeney.

Vírus que anteriormente existiam sem representar uma ameaça para animais que haviam desenvolvido imunidade encontram-se repentinamente em contato com pessoas sem essa imunidade. E, nesses casos, “o vírus fica fora de controle”, diz o pesquisador.

‘Início de uma nova era’

Um ensaio com 39 voluntários, realizado entre dezembro de 2021 e dezembro de 2023, mostrou que a vacina Sarbeco contra os coronavírus, elaborada pelos pesquisadores de Cambridge com a empresa de biotecnologia DIOSynVax, era segura, segundo um artigo publicado este mês na revista da British Infection Association.

Agora ela deve ser testada em uma população mais ampla.

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As epidemias sempre existiram, desde a peste negra da Idade Média até a pandemia de gripe de 1918-1920, que matou entre 25 e 50 milhões de pessoas no mundo, lembra Heeney.

Ele se preocupa com um possível novo surto de gripe, porque se trata de um vírus particularmente “complicado”.

Mas espera que essa nova tecnologia permita prevenir outra pandemia mortal.

“Agora chegamos a um nível superior de IA, e temos uma equipe que utiliza a última tecnologia (…) para construir uma plataforma realmente poderosa para que possamos trabalhar ainda mais rapidamente com mais dados”, explica o cientista.

“Espero que seja o início de uma nova era na fabricação de vacinas”, conclui.

Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.