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Projeto eólico de 90 turbinas e R$ 3,9 bi aguarda licença ambiental no RS

Fonte: gauchazh.clicrbs.com.br | Data: 06/07/2026 13:57:41

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DGE Soluções Renováveis / Divulgação
Aerogeradores de até oito megawatts serão instalados no local. Serão 90 grandes turbinas.

Aguarda licença ambiental prévia o projeto de parque eólico de R$ 3,9 bilhões em Dom Pedrito, na Campanha Gaúcha. Este é o próximo passo, diz a presidente do Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS), Daniela Cardeal, que também é da DGE Soluções Renováveis. A empresa gaúcha toca o projeto em parceria com a Casa dos Ventos, maior desenvolvedora de empreendimentos de energia renovável do Brasil. 

O documento atesta a viabilidade ambiental de um projeto. Para iniciar a obra, precisa da licença de instalação. Questionada sobre o andamento, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) informou à coluna que segue a análise técnica, que ocorreu por meio de Relatório Ambiental Simplificado (RAS): “Concluída a análise técnica inicial, caso necessário, serão solicitados esclarecimentos e complementações ao empreendedor para dar continuidade à avaliação do processo.”

O projeto se chama Torquato Severo, prevê 90 aerogeradores e 3 mil empregos diretos e indiretos na construção, que começariam em 2027, com entrada em operação em 2029.  A ideia não é vender a energia em leilão, mas em contratos já engatilhados com grandes consumidores de energia, como data centers, TikTok, Carrefour e Arcelor Mittal. 

— Prevemos R$ 17 milhões em compensações — enfatizou Daniela em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha

Energia eólica offshore

Enquanto isso, segue travada no governo federal a permissão para a energia eólica offshore, com aerogeradores instalados em água, no mar ou em lagoa. A lei foi aprovada no Congresso, mas é preciso definir a cessão das áreas de exploração. O Sindienergia-RS reforça que o Rio Grande do Sul é o Estado com o maior potencial de geração desta energia do vento.

— Seria usada para fazer hidrogênio, fertilizante, amônia verde e abastecer data centers — diz a presidente Daniela Cardeal.

Os aerogeradores em água custam o triplo dos que ficam em terra, mas geram cinco vezes mais. Além disso, são complementares, com geração de energia em momentos diferentes do dia.

Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: RS fora de aporte bilionário da GM, fábrica falida e renovações de sede de bancos

Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)

Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)