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Indústria recua na maior parte do país em maio, aponta IBGE

Fonte: brasil247.com | Data: 10/07/2026 09:16:29

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247 – A indústria recuou na maior parte do país em maio de 2026, com queda em nove dos 15 locais pesquisados e perdas mais intensas na Bahia, em Mato Grosso e na Região Nordeste. No conjunto nacional, a produção industrial diminuiu 0,2% em relação a abril, na série com ajuste sazonal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada pelo IBGE, a retração foi disseminada entre as áreas analisadas. A Bahia teve o pior desempenho mensal, com queda de 8,9%, seguida por Mato Grosso e pela Região Nordeste, ambos com recuo de 3,2%

A baixa na indústria baiana interrompeu uma sequência de quatro meses consecutivos de crescimento, período em que o estado havia acumulado expansão de 13,3%. Em Mato Grosso, a produção passou a acumular perda de 8,6% após dois meses seguidos de taxas negativas

Na Região Nordeste, o resultado de maio eliminou parte do avanço de 5,5% registrado nos quatro primeiros meses de 2026. O movimento indica perda de ritmo após o crescimento observado no início do ano

Minas Gerais também apresentou retração acima da média nacional, com queda de 1,7%. O Rio Grande do Sul recuou 1,1%, o Pará caiu 1%, o Espírito Santo teve baixa de 0,5% e o Rio de Janeiro registrou redução de 0,3%

São Paulo completou o grupo de locais com resultado negativo em maio, com variação de -0,1%, desempenho ligeiramente melhor do que a média nacional

Ceará lidera altas entre os locais pesquisados

Entre os seis locais que ampliaram a produção industrial em maio, o Ceará apresentou o maior crescimento, de 3,2%. O estado intensificou o avanço verificado em abril, quando havia registrado alta de 2,4%

Pernambuco cresceu 2,4%, seguido por Santa Catarina, com expansão de 2,3%, Amazonas, com 2,1%, Paraná, com 1,4%, e Goiás, com 0,7%

Apesar da retração mensal da indústria brasileira, o índice de média móvel trimestral avançou 0,3% no trimestre encerrado em maio, na comparação com o nível do mês anterior. O indicador manteve a trajetória de crescimento iniciada em dezembro de 2025

Oito dos 15 locais pesquisados apresentaram taxas positivas nesse indicador. Goiás liderou, com alta de 2,1%, enquanto Espírito Santo e Santa Catarina avançaram 1,7% cada. Ceará e Rio de Janeiro cresceram 1,5%

Na direção oposta, as maiores quedas na média móvel trimestral foram registradas em Mato Grosso, com recuo de 1,6%, Bahia, com 1,3%, e Pernambuco, com 1,1%

Produção industrial cresce 0,2% em um ano

Na comparação com maio de 2025, a produção industrial brasileira cresceu 0,2%. Apenas cinco dos 18 locais investigados apresentaram expansão nesse confronto

O IBGE destacou que maio de 2026 teve 20 dias úteis, um a menos do que o mesmo mês do ano anterior, que contou com 21 dias úteis

O Espírito Santo liderou o crescimento interanual, com alta de 10,8%. O resultado foi impulsionado principalmente pelas indústrias extrativas, com destaque para a produção de petróleo, gás natural e minério de ferro pelotizado ou sinterizado

O Rio de Janeiro avançou 7,4%, beneficiado pelo aumento da extração de petróleo e pelo desempenho da indústria química. Entre os produtos que contribuíram para o resultado estão preparações capilares, xampus, fungicidas, inseticidas agrícolas, herbicidas e polietileno de alta densidade

Goiás registrou crescimento de 3,9%, Mato Grosso teve alta de 1,3% e Santa Catarina avançou 0,5%. No Amazonas, a produção ficou estável em relação a maio do ano passado

Maranhão e Bahia têm as maiores quedas anuais

O Maranhão apresentou a maior retração na comparação com maio de 2025, com queda de 12,4%. O resultado foi influenciado pela redução da fabricação de alimentos, como pães, bolos, doces, carnes bovinas, sobremesas prontas e arroz, além da menor produção de minério de ferro

Na Bahia, a indústria recuou 7,1%, pressionada principalmente pelos setores de derivados de petróleo e biocombustíveis. Houve redução na produção de óleo diesel, gasolina automotiva e óleos combustíveis, além de queda na fabricação de celulose

Também tiveram resultados negativos o Rio Grande do Norte, com recuo de 5,5%, o Pará, com 4,9%, a Região Nordeste, com 4,8%, e Mato Grosso do Sul, com 3,6%

Minas Gerais caiu 1,1%, São Paulo recuou 1%, Pernambuco teve baixa de 0,9%, Ceará diminuiu 0,8%, enquanto Paraná e Rio Grande do Sul registraram retração de 0,3% cada

Indústria acumula alta de 1,4% no ano

De janeiro a maio de 2026, a produção industrial brasileira cresceu 1,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nove dos 18 locais pesquisados apresentaram resultados positivos

O Espírito Santo registrou o maior crescimento acumulado, com avanço de 21,9%. O desempenho foi sustentado pela extração de petróleo, gás natural e minério de ferro

Pernambuco também teve expansão de dois dígitos, de 14,9%, impulsionada pela fabricação de óleo diesel, gás liquefeito de petróleo e óleos combustíveis

O Rio de Janeiro cresceu 7,8%, Mato Grosso do Sul avançou 5,3%, Mato Grosso teve alta de 3,5%, Rio Grande do Sul aumentou 2,3% e Goiás registrou expansão de 1,8%

Minas Gerais cresceu 1,2%, enquanto a Região Nordeste avançou 0,6%, completando o grupo de locais com resultado positivo no acumulado do ano

Rio Grande do Norte acumula queda de 15,5%

Entre os locais com resultado negativo no acumulado de janeiro a maio, o Rio Grande do Norte apresentou a retração mais intensa, de 15,5%. A queda foi influenciada principalmente pela redução na produção de derivados de petróleo e biocombustíveis, especialmente óleo diesel

O Maranhão acumulou recuo de 6,2%, seguido pela Bahia, com queda de 5,1%, Ceará, com 3,7%, Amazonas, com 2,7%, Santa Catarina, com 2,1%, Paraná, com 1,3%, Pará, com 0,8%, e São Paulo, com 0,5%

Na comparação entre o primeiro trimestre e o período de abril e maio, nove dos 18 locais pesquisados ganharam dinamismo

O Rio Grande do Norte reduziu sua queda de 19,2% para 9,6%, enquanto Goiás passou de retração de 0,7% para crescimento de 4,7%

O Ceará melhorou de uma queda de 5,7% para recuo de 0,6%. Santa Catarina passou de retração de 3,8% para crescimento de 0,5%, e a Bahia reduziu a queda de 6,4% para 3,2%

Por outro lado, Pernambuco apresentou a maior perda de ritmo, ao passar de crescimento de 29,7% no primeiro trimestre para queda de 2,3% no período de abril e maio

Mato Grosso do Sul saiu de alta de 9,5% para retração de 0,3%, enquanto o Pará passou de crescimento de 1,5% para queda de 3,9%. O Maranhão aprofundou a retração de 4,2% para 9%

A Região Nordeste passou de alta de 2,6% para queda de 2,2%, e Mato Grosso desacelerou de crescimento de 5% para 1,3%

Produção perde ritmo no acumulado de 12 meses

No acumulado dos últimos 12 meses, a indústria brasileira cresceu 0,4% em maio. Embora tenha permanecido no campo positivo, o resultado mostrou desaceleração em relação à alta de 0,7% registrada até abril

Apenas sete dos 18 locais pesquisados tiveram crescimento nesse indicador, enquanto nove apresentaram perda de dinamismo em relação ao resultado do mês anterior

O Rio Grande do Sul reduziu o ritmo de crescimento de 3,8% para 1,9%, enquanto o Espírito Santo passou de alta de 21,9% para 20,6%. Minas Gerais desacelerou de 1,6% para 1,1%

No Pará, a queda se aprofundou de 1,7% para 2,7%. No Maranhão, a retração passou de 4,6% para 5,6%, e no Ceará aumentou de 1,2% para 1,7%

Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Norte apresentaram melhora no acumulado de 12 meses, embora tenham permanecido com resultados negativos. As taxas passaram, respectivamente, de -9,6% para -8,5%, de -5,4% para -4,4% e de -12,4% para -11,4%

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