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Brasil deve ganhar segunda vacina contra chikungunya; Eurofarma pede registro à Anvisa

Fonte: correio24horas.com.br | Data: 14/07/2026 15:50:05

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Imunizante de dose única já é aprovado nos Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido, Suíça e Canadá

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  • Thais Borges

Publicado em 14 de julho de 2026 às 15:40

 Hospitais testam vacinas que programam as próprias células do paciente para combater doenças e tumores
Brasil deve ter nova vacina contra chikungunya Crédito: Freepik

O Brasil deve ganhar uma nova vacina contra chikungunya em breve. O laboratório Eurofarma anunciou uma parceria estratégica com a farmacêutica Bavarian Nordic para disponibilizar no Brasil a vacina “CHIKV VLP” contra chikungunya. Em maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já tinha autorizado a produção local do imunizante IXCHIQ, desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva

Segundo a Eurofarma, a iniciativa faz parte da estratégia da companhia de ampliar o acesso a soluções inovadoras para doenças de grande impacto na saúde pública e representa um avanço na prevenção de uma das principais arboviroses que afetam a população brasileira.

O acordo prevê que a Eurofarma tenha direitos exclusivos de comercialização e distribuição da vacina no Brasil, além de direito de preferência para futuras oportunidades de registro e comercialização em outros países da América Latina onde a empresa já atua.

Como parte dessa parceria, a farmacêutica será responsável pela estratégia de acesso ao mercado brasileiro e já tendo submetido o produto à Anvisa em junho deste ano, dando início ao processo regulatório. A empresa também ficará encarregada das etapas de comercialização, acesso e distribuição do imunizante em todo o território nacional, reforçando sua atuação em áreas consideradas prioritárias do ponto de vista epidemiológico.

“A introdução da vacina reforça o compromisso da Eurofarma de ampliar o acesso da população a produtos de saúde inovadores, capazes de atender a desafios importantes de saúde pública com eficácia e segurança. A chikungunya segue avançando no Brasil e gerando impacto significativo sobre pacientes, não só durante a infecção inicial, mas também com efeitos crônicos, impactando os pacientes e sistemas de saúde. Esta vacina usa uma tecnologia moderna e amplamente validada, com perfil de segurança favorável e capacidade de induzir resposta imunológica rápida, contribuindo para fortalecer as iniciativas de prevenção da doença”, afirmou o vice-presidente de Inovação na Eurofarma, João Siffert.

Já o presidente e CEO da Bavarian Nordic, Paul Chaplin, afirmou que a submissão à Anvisa representa um marco importante ba estratégia de ampliar o acesso à vacina contra chikungunya para além dos mercados tradicionalmente associados a viajantes. Isso tornaria possível alcançar regiões onde a doença representa um ônus significativo e recorrente para a saúde pública. “Por meio da nossa parceria com a Eurofarma, estamos combinando a inovação global em vacinas com uma sólida expertise local para apoiar o acesso das populações que vivem sob risco de chikungunya. Estamos entusiasmados para trabalhar em estreita colaboração com a Eurofarma e com a Anvisa ao longo de todo o processo de análise”, completou.

A CHIKV VLP é uma vacina recombinante de dose única desenvolvida com tecnologia de partículas semelhantes ao vírus (virus-like particles – VLP). A plataforma reproduz a estrutura externa do vírus sem conter seu material genético, o que impede a infecção das células, a replicação viral e a possibilidade de causar a doença.

Nos estudos clínicos, o imunizante apresentou perfil de segurança considerado favorável e elevada capacidade de induzir anticorpos neutralizantes em adolescentes, adultos e idosos, com resposta imunológica observada pouco tempo após a aplicação. A tecnologia VLP é reconhecida por estimular uma resposta imune robusta por meio de um mecanismo não infeccioso, ampliando o potencial de proteção para pessoas expostas ao vírus.

Atualmente, a vacina já está aprovada para imunização ativa de pessoas a partir de 12 anos nos Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido, Suíça e Canadá, onde é comercializada com o nome Vimkunya.