Morre colombiana que obteve na Justiça liberação para eutanásia
Fonte: pleno.news | Data: 14/07/2026 15:55:20

A psicóloga colombiana Catalina Giraldo, de 30 anos, concretizou sua morte assistida no último dia 9 de julho em Bogotá, após uma longa batalha judicial para obter o direito à eutanásia.
Os argumentos de Catalina para obter autorização para eutanásia era que ela sofria de transtorno depressivo maior grave, transtorno de personalidade borderline e ansiedade por uma década. Ela passou por cerca de 40 combinações de medicamentos, terapias eletroconvulsivas, e diversas internações psiquiátricas sem obter melhora.
Embora a Corte Constitucional da Colômbia tenha descriminalizado tanto a eutanásia quanto o suicídio assistido para casos de sofrimento físico ou psíquico decorrentes de doenças graves e incuráveis, a falta de regulamentação prática impede que o procedimento seja efetivamente oferecido.
Esse vácuo jurídico levou operadoras de saúde a negarem os pedidos de Catalina, que preferia essa modalidade por preservar sua autonomia — já que, no suicídio assistido, o próprio paciente administra a substância letal fornecida pela equipe médica, diferentemente da eutanásia, em que o médico realiza a aplicação.
Sem conseguir superar as barreiras burocráticas para o suicídio assistido a tempo, Catalina aceitou submeter-se à eutanásia como a única alternativa regulamentada disponível.
Em entrevista ao Notícias Caracol, Catalina afirmou que escolheu dar fim à própria vida de forma não violenta para preservar a família.
– Talvez assim eu cause o menor sofrimento possível. Talvez assim minha família possa me acompanhar no processo. As pessoas tiram a própria vida. As pessoas fazem isso, ainda que nos incomode falar. E eu acredito que esta é uma forma mais cuidadosa e mais amorosa possível. Para mim, pedir o suicídio medicamente assistido é um ato de amor. É um ato de amor comigo mesma, mas sobretudo um ato de amor com a minha família – declarou.
No Brasil ambas as práticas continuam proibidas e enquadradas como crime pelo Código Penal, sendo permitida pelo Conselho Federal de Medicina apenas a ortotanásia, que consiste na interrupção de tratamentos desproporcionais em pacientes comprovadamente terminais, desde que haja consentimento.
ONDE BUSCAR AJUDA
Centro de Valorização da Vida (CVV)
Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por email, pelo chat no site ou pelo telefone 188.
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