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Setor eólico dá sinais de retomada

Fonte: usinagem-brasil.com.br | Data: 25/07/2026 17:01:07

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(26/07/2026) – Após um período de retração no volume de investimentos, sentido desde 2022 como resultado da sobreoferta de energia e dos gargalos das redes de transmissão, o setor eólico dá sinais de retomada com o anúncio de novos parques eólicos neste mês de julho.

Esta perspectiva, aliás, já constava de estudos realizados pela Abeeólica – Associação Brasileira de Energia Eólica. “Apesar do momento difícil, a indústria projeta uma retomada forte a partir de 2027, impulsionada por demandas estratégicas que reforçam o papel da nossa matriz elétrica renovável como fontes limpas, competitivas e de baixo carbono”, informava a entidade em estudo divulgado no final do ano passado.

Entre as “demandas estratégicas” o estudo cita a instalação de Data Centers no Brasil, que envolvem alto e contínuo consumo de energia para a Inteligência Artificial; a expansão da produção de Hidrogênio Verde (H₂V); a expansão dos projetos de energia eólica offshore; e a integração de sistemas de armazenamento por baterias à geração eólica.

NOVOS PROJETOS – Entre os novos projetos anunciados este mês está o Gran Sul, da multinacional norueguesa Statkraft, no Rio Grande do Sul, com investimento superior a R$ 1 bilhão. Na primeira etapa de construção, com início em janeiro de 2027, terá 280 MW de capacidade instalada.

O Gran Sul integra a estratégia da Statkraft de expandir seu portfólio de geração renovável no Brasil, combinando ativos hidrelétricos, eólicos e solares para oferecer soluções energéticas cada vez mais competitivas, confiáveis e alinhadas aos desafios da descarbonização.

“Este novo projeto demonstra nossa confiança no potencial da energia eólica brasileira e nosso compromisso com um sistema elétrico cada vez mais seguro, competitivo e sustentável”, afirma Thiago Tomazzoli, presidente da Statkraft no Brasil.

Maior geradora de energia renovável da Europa, a Statkraft está presente em 20 países. No Brasil, começou a operar em 2011. Sediada em Florianópolis (SC), a empresa conta com ativos correspondentes a 2,3 GW de capacidade instalada, entre operações e projetos em construção.

CASA DOS VENTOS – Já a Casa dos Ventos divulgou na semana passada, como noticiado pela Folha de S. Paulo, que planeja implantar novos projetos eólicos que devem somar 1,5 GW, com início de operação previsto para o final de 2028. A empresa estuda ampliar as atividades em áreas que considera menos vulneráveis ao corte de geração de energia, como o Rio Grande do Sul.

“Seguimos com ritmo e cronograma de investimento relativamente robustos”, afirmou à Folha o diretor-executivo da companhia, Lucas Araripe. A maioria da capacidade instalada dos futuros empreendimentos deve se concentrar na Bahia, e o restante será distribuído em outros estados, diz Araripe.

Segundo o executivo, a Casa dos Ventos deve atingir 6,4 GW de capacidade instalada até o início de 2028 e prevê alcançar 11 GW em 2030.

“Isso coloca a gente na primeira posição entre as empresas especialistas em solar e eólica, e estamos na rota de nos tornarmos a maior plataforma exclusivamente renovável do Brasil”, afirma o diretor-executivo.

A aposta em data centers é um dos focos da estratégia da Casa dos Ventos. Em maio, a companhia firmou acordo com a Omnia, para fornecer energia à estrutura que a ByteDance, dona da rede social TikTok, irá operar no Ceará. Araripe diz que a Casa dos Ventos procura outras empresas de tecnologia para novas parcerias.