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Conta de luz terá bandeira amarela pelo quarto mês seguido

Fonte: brasil247.com | Data: 31/07/2026 19:21:25

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247 – Os consumidores continuarão pagando um valor adicional na conta de luz em agosto, quando a bandeira tarifária amarela completará quatro meses consecutivos. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (31) a manutenção da cobrança de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Em comunicado, a Aneel atribuiu a decisão à redução da oferta hidrelétrica durante a estação seca. A agência afirmou que a medida “reflete condições menos favoráveis de geração no país em razão do período seco”.

A falta de chuvas diminui o nível dos reservatórios das hidrelétricas e reduz a capacidade de geração das usinas. Para garantir o abastecimento, o sistema elétrico amplia o uso das termelétricas, que produzem energia a um custo mais elevado.

A bandeira amarela entrou em vigor em maio e permaneceu ativa em junho e julho. Com a decisão da Aneel, os consumidores também pagarão a tarifa adicional nas contas referentes ao consumo de agosto.

Uma residência que gastar 200 kWh no mês, por exemplo, terá cobrança extra de R$ 3,77. O acréscimo varia conforme o consumo registrado pela distribuidora de energia.

Energia elétrica pressiona a inflação

A alta das tarifas já provocou impacto nos índices de preços. A energia elétrica residencial subiu 3,03% em julho, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira (28).

O item exerceu impacto de 0,12 ponto percentual no indicador de julho. O IBGE relacionou o avanço à cobrança da bandeira amarela e aos reajustes aplicados por concessionárias em algumas regiões pesquisadas.

A tarifa de energia exerce influência direta sobre a inflação porque integra o orçamento das famílias e também aumenta os custos de empresas, indústrias e prestadores de serviços.

Custo adicional fica abaixo do registrado em 2025

As bandeiras tarifárias geraram menos despesas extras nos primeiros oito meses de 2026 do que no mesmo período de 2025. Neste ano, a Aneel manteve a bandeira verde entre janeiro e abril, sem qualquer cobrança adicional.

A agência acionou a bandeira amarela em maio e manteve o mesmo nível desde então. Em 2025, o sistema também operou com bandeira verde até abril e adotou a amarela em maio.

A diferença surgiu em junho daquele ano, quando a Aneel passou a aplicar a bandeira vermelha. A cobrança permaneceu até novembro e alternou entre os patamares 1 e 2, que impõem valores mais altos aos consumidores.

Como funcionam as bandeiras tarifárias

O sistema de bandeiras tarifárias indica mensalmente o custo da geração de eletricidade no país. A Aneel define a cor de acordo com fatores como volume de chuvas, nível dos reservatórios, demanda de energia e necessidade de acionar usinas mais caras.

Na bandeira verde, as condições de geração permitem que a tarifa permaneça sem acréscimo. A amarela adiciona R$ 0,01885 por kWh, o equivalente a R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos.

A bandeira vermelha de patamar 1 acrescenta R$ 0,04463 por kWh, ou R$ 4,463 a cada 100 kWh. O patamar 2 eleva a cobrança para R$ 0,07877 por kWh, equivalente a R$ 7,877 por 100 kWh.

O modelo completou dez anos em 2025. A Aneel criou o sistema para informar aos consumidores as condições da geração elétrica e repassar mensalmente os custos adicionais provocados pelo uso de fontes mais caras.

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