Crianças são as mais vulneráveis com o aumento dos casos de síndrome respiratóriaCrianças são as mais vulneráveis com o aumento dos casosFoto: Davidyson Damasceno/Iges-DF/ND Mais

Santa Catarina apresentou aumento nos casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), segundo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz em parceria com a FGV EMAP na última semana. Até julho de 2026, o estado registrou 224 mortes causadas por vírus respiratórios.

Além do VSR (Vírus Sincicial Respiratório), a circulação de influenza B, rinovírus e metapneumovírus também tem contribuído para o avanço das infecções no estado.

De acordo com o levantamento, Santa Catarina está entre as três unidades da federação com tendência de crescimento de longo prazo medida nas últimas seis semanas, ao lado do Rio Grande do Sul e do Maranhão.

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Embora a maior parte dos estados brasileiros apresente estabilidade ou redução nos registros, Santa Catarina permanece entre aqueles com incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco, mantendo tendência de alta.

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    Santa Catarina está entre as três unidades da federação com tendência de crescimento de longo prazo medida nas últimas seis semanas - Divulgação/Fiocruz/ND Mais

    Santa Catarina está entre as três unidades da federação com tendência de crescimento de longo prazo medida nas últimas seis semanas – Divulgação/Fiocruz/ND Mais

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    Capital catarinense segue estável - Divulgação/Fiocruz/ND Mais

    Capital catarinense segue estável – Divulgação/Fiocruz/ND Mais

Santa Catarina contabiliza mais de 8 mil casos

O Cieges (Centro de Informações Estratégicas para a Gestão do SUS de SC) contabilizou 8.580 casos de SRAG confirmados até o início de agosto. Desse total, 5.647 casos tiveram identificação do vírus causador.

Entre os casos confirmados, 1.861 (21,7%) foram provocados pelo VSR, 1.523 (17,7%) por influenza e 226 (2,6%) por Covid-19.

Até o período analisado, Santa Catarina também registrou 35 mortes por SRAG associadas à Covid-19, 93 por influenza e 96 por outros vírus respiratórios.

Crianças concentram aumento dos casos

O principal responsável pelo crescimento das internações por SRAG na Região Sul é o VSR (Vírus Sincicial Respiratório). O vírus tem afetado principalmente crianças de até 2 anos e aquelas entre 2 e 4 anos de idade.

Em todo o país, o VSR foi o vírus mais prevalente nas últimas quatro semanas avaliadas, respondendo por 57,7% dos casos positivos e por 31,9% dos óbitos com confirmação laboratorial. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, o cenário é agravado pela circulação simultânea de influenza B, rinovírus e metapneumovírus.

Cenário nacional da síndrome respiratória

Segundo o Boletim InfoGripe, o Brasil registrou 125.914 casos de SRAG em 2026 até o momento. Desse total, 53,4% apresentaram resultado positivo para algum vírus respiratório.

O levantamento mostra que o impacto da doença varia conforme a faixa etária. Nas crianças pequenas, especialmente nas menores de 2 anos, o VSR é o principal responsável pelas hospitalizações.

Entre os idosos, o maior impacto ocorre na mortalidade. A Influenza A é a principal causa de óbitos por SRAG em pessoas com 65 anos ou mais. O rinovírus aparece como a segunda causa de mortes nesse grupo, enquanto a Influenza B também apresenta elevada letalidade.

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    Vírus tem afetado principalmente crianças menores de 4 anos - Magnific/Reprodução/ND Mais

    Vírus tem afetado principalmente crianças menores de 4 anos – Magnific/Reprodução/ND Mais

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    VSR foi o vírus mais prevalente nas últimas quatro semanas avaliadas - Foto: Magnific/Reprodução/ ND Mais

    VSR foi o vírus mais prevalente nas últimas quatro semanas avaliadas – Foto: Magnific/Reprodução/ ND Mais

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    Brasil registrou 125.914 casos de SRAG em 2026 até o momento - Reprodução/ND Mais

    Brasil registrou 125.914 casos de SRAG em 2026 até o momento – Reprodução/ND Mais

Estado toma medidas para a prevenção e tratamento de novos casos

Segundo a SES/SC (Secretaria do Estado de Saúde), quando analisado o conjunto de casos de SRAG, o cenário é de estabilidade, com tendência de queda.

Para mitigar a situação a secretaria mantém como incentivo a vacinação contra a influenza e a vacinação contra o VSR para gestantes, além da oferta do anticorpo monoclonal nirsevimabe para crianças elegíveis.

O Estado também promove capacitações para os profissionais de saúde, disponibiliza o antiviral oseltamivir e acompanha continuamente a organização da rede assistencial para garantir o atendimento à população.

Desde 2023, a Secretaria também vem ampliando a capacidade de assistência em todas as regiões do estado, com a abertura de mais de 300 novos leitos de UTI adultos, pediátricos e neonatais, reforçando a estrutura para o atendimento de pacientes com maior gravidade.

Sarah Pretto Estagiária

Sarah Pretto é jornalista em formação e faz parte do Núcleo de Santa Catarina do ND Mais, integrando a redação do portal em Florianópolis e atuando na cobertura dos principais assuntos de interesse dos catarinenses e moradores da Grande Florianópolis. Atenta ao cotidiano da região, escreve sobre segurança pública, tempo, cultura e mais. É graduanda na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e iniciou a trajetória na comunicação produzindo conteúdo universitário e laboratorial. Destaca-se por premiações no Expojor UFSC, com relevância em reportagens multimídia de áudio, texto e vídeo.

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