Greve da CPTM: Governo de SP e Sindicato dos Ferroviários divergem sobre cumprimento de ordem do TRT
Fonte: tmc.com.br | Data: 05/08/2026 10:05:04
A cidade de São Paulo enfrenta, nesta quarta-feira (05/08), o segundo dia de greve dos trabalhadores ferroviários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM, após mais uma rodada de negociações terminar sem acordo entre o Governo de São Paulo e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB).
As três linhas operam no momento de forma parcial. No primeiro dia de greve, cerca de 1 milhão de passageiros foram prejudicados pela paralisação, que também provocou reflexos em toda a circulação da capital paulista.
O sindicato alega que o governo não apresentou uma garantia formal, por escrito, de que os cerca de 4,7 mil empregos dos funcionários da CPTM serão preservados, principal reivindicação da categoria desde o início do movimento.
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Negociações e divergência no cumprimento da determinação do TRT
Uma nova rodada de negociações está prevista para às 17h desta quarta-feira, mas até lá, a CPTM e o Sindicato divergem sobre o cumprimento da determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de que 80% do efetivo precisa estar trabalhando nos horários de pico e 60% nos demais períodos durante a greve.
A CPTM alega que apenas 126 maquinistas trabalharam no período da manhã, o que representa apenas 3% do total de trabalhadores ferroviários.
“Infelizmente o sindicato não respeita o que está determinado pelo TRT. Ontem nos horários de pico tivemos o total descumprimento por parte do sindicato dos percentuais mínimos que garantiriam uma operação degradada. Hoje, o cenário se repete, e a CPTM não concorda, o governo do Estado não concorda”, afirmou o Diretor-presidente da CPTM, Michael Cerqueira.
Em resposta, um dos representantes do sindicato afirmou que os trabalhadores ferroviários cumpriram a determinação do TRT: “Há muitas controversas, por que 282 pessoas aderiram a greve, então temos mais de 80% que continuaram trabalhando”, afirmou o diretor-executivo do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB), Luiz Barbosa Neto Júnior em entrevista coletiva.
O diretor do sindicato reafirmou também as reinvidicações da categoria: “O que a a gente mais pede é a manutenção do emprego dos ferroviários. O que nos queremos é trabalhar e queremos isso por escrito”.
Quando questionado sobre a manutenção da greve, Luiz Barbosa Neto Júnior disse que se o governo apresentar uma proposta que atenda as demandas da categoria, a operação voltará.