A cidade do Rio de Janeiro sedia esta semana a Rio Innovation Week, consolidada como a maior conferência de tecnologia e inovação da América Latina. O evento reúne cerca de três mil palestrantes de diversos países e apresenta soluções de vanguarda, como uma embarcação não tripulada da Marinha do Brasil. Utilizada para monitoramento na região portuária, essa tecnologia permite realizar operações marítimas complexas sem colocar vidas humanas em risco, operando de forma totalmente remota.
No setor de robótica, empresas brasileiras demonstram humanoides programados para funções variadas, que incluem segurança, limpeza e atendimento ao cliente. Embora muitos desses modelos ainda operem via controle remoto (joystick), a indústria caminha para que, em um futuro próximo, essas máquinas atuem de forma totalmente autônoma no cotidiano. Além da interação física, o evento explora a conexão entre máquinas e sentimentos através de neurosensores e inteligência artificial, capazes de identificar preferências cerebrais ao analisar as reações de uma pessoa diante de diferentes estímulos visuais ou produtos.
A programação conta com 60 conferências distribuídas em 40 palcos, com uma participação expressiva da Globo em mais de vinte painéis que discutem temas como cibersegurança e o impacto da IA na sociedade. Para os organizadores, a inovação deve estar intrinsecamente ligada à cultura, à educação e ao fortalecimento do coletivo, preparando as pessoas para trabalharem de forma independente e equilibrada no novo cenário tecnológico.
Um dos momentos mais marcantes da conferência foi a palestra da ativista paquistanesa Malala Yousafzai. Vencedora do prêmio Nobel da Paz e sobrevivente de um atentado extremista, Malala reforçou a importância vital do acesso de meninas à educação em todo o mundo. Em seu discurso, ela enfatizou que a resiliência e a persistência são ferramentas fundamentais para continuar lutando por mudanças sociais duradouras ao longo do tempo.