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Polícia prende suspeitos de esconder atropelamento fatal na BR-153

Fonte: vvale.com.br | Data: 05/08/2026 20:01:39

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Quatro pessoas foram presas preventivamente. Polícia Civil aponta que motorista dirigia embriagado, sem CNH, e que grupo tentou esconder o crime e intimidar testemunha


05/08/2026 – 19h32


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Atualizado há 3 minutos


Um crime que causou grande comoção na região ganhou um novo e grave desdobramento. A Polícia Civil do Paraná prendeu, nesta terça-feira, 4, quatro pessoas durante uma operação relacionada ao atropelamento que matou o ciclista Zenovio Vasko, de 64 anos, na BR-153, em Mallet.

Entre os presos está o motorista, de 30 anos, apontado como responsável pelo atropelamento ocorrido na noite de 19 de julho, no km 396 da rodovia, na região do distrito de Dorizon.

Também foram presos dois homens, de 32 e 62 anos, e uma mulher, de 41 anos, suspeitos de participar de uma suposta articulação para ocultar o verdadeiro autor do crime e dificultar o andamento das investigações.

Segundo o delegado da Polícia Civil, Dr. Thiers Andregotti, as investigações apontam que o condutor havia ingerido grande quantidade de bebida alcoólica, trafegava a aproximadamente 100 km/h durante a noite, em uma rodovia sem acostamento, e sequer possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Ainda conforme a apuração, antes de acessar a BR-153, o investigado participava de um churrasco na localidade de São Roque, em Paulo Frontin, onde teria realizado manobras perigosas, como “cavalos de pau”, mesmo após ser alertado por pessoas que estavam no local.

Impacto e fuga sem prestar socorro

Zenovio Vasko seguia de bicicleta quando foi atingido violentamente pelo automóvel.

De acordo com a Polícia Civil, os vestígios encontrados indicam que a vítima pode ter sido arrastada por cerca de 30 metros em razão da força do impacto.

Após o atropelamento, os ocupantes do veículo fugiram sem prestar socorro, abandonando o ciclista gravemente ferido às margens da rodovia. Zenovio morreu pouco tempo depois.

Homem de 64 anos morreu atropelado na BR-153

Tentativa de esconder o crime

As investigações apontam que, logo após o acidente, o veículo foi escondido em uma propriedade rural e teve seu estado alterado para dificultar a realização da perícia.

Segundo a Polícia Civil, um adolescente de 16 anos teria sido utilizado para movimentar o automóvel e tocar no volante e em outras partes do veículo, numa tentativa de criar vestígios que sustentassem uma versão falsa de que ele seria o motorista responsável pelo atropelamento.

Por esse motivo, além do homicídio, o condutor deverá responder por fraude processual, corrupção de menores, omissão de socorro e lesão corporal, já que passageiros do veículo também ficaram feridos.

Carro suspeito de atropelamento fatal em Mallet é localizado pela polícia

Testemunha teria sido sequestrada

Outro ponto considerado extremamente grave pela investigação envolve a suposta intimidação de uma testemunha.

Conforme a Polícia Civil, integrantes do grupo teriam ameaçado a testemunha para que mentisse sobre quem conduzia o veículo no momento do atropelamento.

As ameaças, segundo a investigação, evoluíram para um sequestro. A testemunha teria sido retirada de Mallet, levada para outro município e mantida em cárcere privado, sob vigilância e ameaça de arma de fogo.

Nessas circunstâncias, a pessoa prestou depoimento por videoconferência apresentando uma versão falsa dos fatos, atribuindo a direção do veículo a outra pessoa para tentar livrar o verdadeiro motorista da responsabilização criminal.

Em razão desses fatos, os quatro presos também responderão pelos crimes de coação no curso do processo e sequestro e cárcere privado.

Prisões e investigação continuam

Durante o cumprimento dos mandados de prisão preventiva, a Polícia Civil apreendeu quatro aparelhos celulares, que serão submetidos à perícia.

O motorista será indiciado por homicídio com dolo eventual, entendimento adotado pela investigação por considerar que ele assumiu o risco de provocar a morte ao dirigir alcoolizado, em alta velocidade e sem habilitação.

Embora o núcleo principal da investigação esteja concluído, a Polícia Civil informou que as diligências prosseguem para identificar outras pessoas que possam ter participado das ameaças contra testemunhas ou de ações destinadas a dificultar o esclarecimento do caso. Caso sejam identificadas, também poderão responder criminalmente.