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IHGG lança nesta sexta-feira novo livro do escritor Salatiel Correia

Fonte: aredacao.com.br | Data: 06/08/2026 08:22:35

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A Redação

Goiânia – O escritor e articulista Salatiel Soares Correia, já com 10 livros em sua carreira, englobando obras de literatura, romances e estudos nas áreas de energia, economia e desenvolvimento regional, lança nesta sexta-feira, dia 7, às 9h, no Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG), seu novo livro, “O jogo invisível das instituições – Um olhar shakespeareano sobre poder e caráter”, pela Pontes Editores.

Engenheiro eletricista, formado pelo Instituto Nacional de Telecomunicações (1981), administrador de empresas pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (1987) e mestre em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Universidade Estadual de Campinas (1990), é sócio titular do IHGG. Há mais de três décadas contribui como articulista na imprensa goiana, tocantinense e do Sul de Minas Gerais, com destaque para o “Diário da Manhã”, “Jornal Opção”, “Jornal do Tocantins” e “Empório de Notícias”.

Ele é autor dos livros “Entre a Toga e o Perdão”, “Cheiro de biblioteca: Obras e personagens que influenciam nossa época”, “Jornal em São Camilo da Maré”, “O Clube de Leitura de Edgar Allan Poe”, “O Capitalismo Mundial e a Captura do Setor Elétrico na Periferia”, “Setor elétrico brasileiro: Uma falência mais do que anunciada – O caso da Celg e outros escritos”, “Tarifas e a demanda de energia elétrica”, “Goiás, a Globalização e o Futuro”, “A Energia na Região do Agronegócio” e “Crônicas de um rebelde”.

“Em seu método shakespeariano de conceber este livro, com a ajuda de seu ‘observador invisível’, o escritor, historiador e engenheiro Salatiel Correia nos brinda com uma semificção, ou melhor, com uma ficção que tem fundamento em uma realidade vivida”, afirmou o ex-governador Irapuan Costa Júnior, em artigo no “Jornal Opção”. “Quem conhece, um pouco que seja, a história do setor elétrico brasileiro, vai encontrar nas elaboradas páginas que se seguem, algo da saga de grandes empresas conhecidas, mesmo sem puxar muito pela memória. Essas empresas, fundadas em meados do século passado e dirigidas pelos mais renomados técnicos nacionais, sustentaram o crescimento brasileiro em épocas melhores, quando crescíamos, como se dizia, “à la japonaise”, espelhados no admirável desenvolvimento do Japão”, explicou. “Governadores de então se empenhavam na preservação de suas empresas energéticas, cientes de sua importância como motor do crescimento estadual”.

Jogo invisível

A história do livro nasceu de um gesto deliberadamente ousado: transportar para o universo das instituições o olhar agudo de William Shakespeare, mestre em revelar, com precisão quase cirúrgica, as engrenagens ocultas da alma humana. Inspirado por esse recurso dramático – o do observador invisível, que vê sem ser visto e compreende sem intervir – o autor constrói uma lente de análise que dispensa o julgamento explícito para, em seu lugar, expor o caráter em sua forma mais desnuda.

É sob essa perspectiva que se organiza a narrativa. Um observador silencioso percorre os corredores de duas instituições imaginárias, concebidas como microcosmos onde se condensam as virtudes e as misérias humanas. Não há caricaturas: o que se apresenta é o homem real, dividido entre o dever e o interesse, entre a ética e a conveniência.

Nesse ambiente visível – onde tudo parece regulado por normas, cargos e organogramas – desenrola-se um jogo invisível, tecido por relações de poder, silêncios cúmplices e escolhas morais. A corrupção deixa de ser um desvio episódico para se revelar como sistema; o assédio moral emerge como prática difusa, naturalizada; e as mordomias institucionalizadas passam a compor a paisagem cotidiana, legitimadas pela cultura interna.

Ao selecionar esses dois microcosmos, o autor não pretende apenas narrar histórias, mas investigar, com rigor quase clínico, a formação e a deformação do caráter.

O que está em jogo não são apenas instituições fictícias, mas o reflexo ampliado de um fenômeno universal: a permanente tensão entre aquilo que o homem é e aquilo que ele escolhe se tornar quando submetido às engrenagens do poder