Ação climática avança na América Latina com apoio da ONU
Fonte: revistaamazonia.com.br | Data: 06/08/2026 10:56:00

Encontro reuniu representantes de dez países para fortalecer metas climáticas e transparência sobre emissões.
A ação climática na América Latina avançou com um encontro que reuniu, em junho de [CHECAR ano], mais de 40 representantes de governos e especialistas técnicos de Peru, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Honduras, Panamá, Paraguai e Uruguai. O evento ocorreu com apoio do Centro Regional de Colaboração para a América Latina da ONU Mudança Climática e teve como foco o fortalecimento das metas nacionais, da modelagem de cenários e da transparência climática.
A região emite menos de 10% dos gases de efeito estufa lançados globalmente. Ao mesmo tempo, concentra ecossistemas estratégicos, como a Amazônia, e enfrenta riscos elevados relacionados a secas, enchentes, ondas de calor, perda de biodiversidade e mudanças nos regimes de chuva.
Essa combinação coloca os países latino-americanos em uma posição central nas negociações internacionais. A região tem participação relativamente baixa nas emissões, mas precisa ampliar a capacidade de adaptação e demonstrar, com dados, como suas políticas climáticas estão sendo executadas.
Países compartilham experiências sobre metas climáticas
Durante o encontro, representantes dos dez países compartilharam experiências sobre a elaboração e o acompanhamento de seus planos nacionais de ação climática. A agenda também tratou de ferramentas para projetar diferentes cenários de emissões e avaliar os efeitos de políticas públicas.
Essas informações são importantes para orientar decisões em áreas como energia, transporte, agricultura, uso da terra e proteção de florestas. Também ajudam os governos a identificar lacunas entre os compromissos assumidos e os resultados efetivamente alcançados.
Segundo a ONU Mudança Climática, mais de 40 representantes governamentais e especialistas de dez países latino-americanos participaram, em junho de [CHECAR ano], do encontro regional sobre NDCs, BTRs e modelagem de cenários climáticos.
O que são NDCs e BTRs?
As NDCs são as contribuições nacionalmente determinadas, ou seja, os compromissos que cada país apresenta para reduzir emissões e enfrentar os impactos da mudança do clima no âmbito do Acordo de Paris.
Já os BTRs, sigla em inglês para Relatórios Bienais de Transparência, reúnem informações sobre emissões, políticas públicas, adaptação e apoio financeiro ou tecnológico. Esses documentos permitem acompanhar o avanço dos compromissos climáticos e comparar resultados entre os países.
Amazônia amplia importância estratégica do Brasil
O Brasil ocupa posição relevante nessa agenda por abrigar a maior parte da Amazônia, uma das principais áreas de biodiversidade e armazenamento de carbono do planeta. As decisões tomadas no país influenciam a proteção florestal, a economia regional e a segurança climática de comunidades em diferentes estados da região amazônica.
Pará, Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão enfrentam desafios distintos, mas conectados. A redução do desmatamento, o combate às queimadas, a proteção dos territórios tradicionais e o fortalecimento de atividades econômicas sustentáveis dependem de planejamento, fiscalização e monitoramento contínuo.
Os efeitos do clima também ultrapassam fronteiras. Alterações no ciclo de chuvas da Amazônia podem afetar a agricultura, a geração de energia, o abastecimento de água e a navegação. Por isso, a cooperação entre países da América Latina é considerada essencial para ampliar a capacidade de resposta.
Publicidade
Entenda o caso
A América Latina contribui com menos de 10% das emissões mundiais de gases de efeito estufa, mas está altamente exposta aos impactos da crise climática.
O encontro apoiado pela ONU reuniu dez países para discutir como melhorar a elaboração das metas climáticas, a projeção de cenários e a prestação de informações sobre os resultados.
A transparência é necessária para verificar se os compromissos anunciados estão sendo cumpridos e para orientar novas políticas de redução de emissões e adaptação.
Transparência será decisiva para próximos compromissos
O acompanhamento das metas climáticas tende a ganhar importância nos próximos ciclos de revisão do Acordo de Paris. Países que apresentam dados consistentes conseguem identificar com mais precisão quais setores avançaram e onde ainda são necessários investimentos.
Na prática, isso significa transformar compromissos políticos em indicadores verificáveis. A qualidade dos inventários de emissões, a integração entre órgãos públicos e o acesso a informações confiáveis são partes fundamentais desse processo.
Para governos subnacionais, universidades, empresas e organizações da sociedade civil, os dados também podem apoiar projetos de adaptação, restauração florestal, transição energética e desenvolvimento de cadeias produtivas de baixo carbono.
O tema tem impacto direto sobre a Amazônia, onde a proteção dos ecossistemas precisa ser combinada com geração de renda, infraestrutura resiliente e garantia de direitos para povos indígenas e comunidades tradicionais. Os próximos passos serão definidos no avanço dos planos nacionais e na apresentação dos relatórios de transparência de cada país.
Perguntas frequentes
Quanto a América Latina emite no cenário global?
A região gera menos de 10% das emissões mundiais de gases de efeito estufa, segundo as informações apresentadas pela ONU Mudança Climática.
Quais países participaram do encontro?
Participaram representantes de Peru, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Honduras, Panamá, Paraguai e Uruguai.
Por que os BTRs são importantes?
Os Relatórios Bienais de Transparência permitem acompanhar emissões, políticas climáticas, medidas de adaptação e o cumprimento dos compromissos assumidos por cada país.
Com informações de ONU Mudança Climática.
Gostou desta reportagem?
Siga a Revista Amazônia no Google News
⭐ SEGUIR AGORA