Corpo de Bombeiros mantém força-tarefa e combate incêndios florestais em Nova Santa Helena, Paranatinga e Canarana
Fonte: cenariomt.com.br | Data: 07/08/2026 10:37:07
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) mantém em andamento uma força-tarefa intensiva para combater incêndios florestais em diferentes regiões do estado, realizando o monitoramento rigoroso de 76 focos de calor registrados nas últimas 24 horas. Na última quinta-feira (6), equipes especializadas atuavam diretamente na contenção de quatro incêndios de grande proporção nos municípios de Nova Santa Helena, Paranatinga e Canarana.
De acordo com o balanço divulgado pelo CBMMT, um foco de incêndio florestal foi completamente extinto no município de Novo Santo Antônio no último período. Paralelamente, os militares operam de forma ininterrupta em uma área de assentamento situada na divisa entre os municípios de Marcelândia, Cláudia e Nova Santa Helena, com a missão estratégica de bloquear o avanço das chamas e eliminar os pontos ativos de calor.
Estratégia de combate e apoio logístico
Para otimizar o enfrentamento ao fogo, a operação conta com o emprego de viaturas táticas, aeronaves e máquinas pesadas cedidas por produtores rurais da região. As frentes de trabalho também recebem suporte integrado de equipes de fiscalização ambiental, especialmente após o registro de prisões em flagrante por crimes ambientais na zona de incidência.
No município de Paranatinga, as equipes combatem simultaneamente dois incêndios florestais — um localizado nas imediações do distrito de Santiago do Norte e o segundo nas proximidades da rodovia MT-240. Há também frentes de combate ativas no município de Canarana.
As ações operacionais são executadas de maneira integrada, reunindo o Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), a Defesa Civil Estadual, o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e a Polícia Militar. O objetivo principal é o combate direto aos focos, o monitoramento preventivo de áreas vulneráveis e a preservação da vida humana, das propriedades rurais e do patrimônio ambiental de Mato Grosso.
Distribuição dos focos de calor e dados do Inpe
O mapeamento estatístico apontou que os 76 focos de calor foram detectados na última checagem realizada às 17h pelo Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com base nas imagens capturadas pelo satélite de referência Aqua Tarde. Do montante total, 43 ocorrências concentraram-se no bioma Cerrado, enquanto 33 foram registradas no bioma Amazônia.
As autoridades também monitoram áreas protegidas: nas terras indígenas do estado, foram identificados 28 focos de calor, distribuídos da seguinte forma:
- 10 focos na Terra Indígena Areões (Nova Nazaré);
- 5 focos no Parque Indígena do Xingu (Paranatinga);
- 4 focos na Terra Indígena Parabubure (Campinápolis);
- 4 focos na Terra Indígena Pimentel Barbosa (Ribeirão Cascalheira);
- 3 focos na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande (General Carneiro);
- 1 foco na Terra Indígena Marechal Rondon (Paranatinga);
- 1 foco na Terra Indígena Ubawawe (Santo Antônio do Leste).
O CBMMT ressalta que um foco de calor detectado por satélite isoladamente não atesta a existência de um incêndio florestal consumado, tratando-se de um indicativo de temperatura elevada do solo que pode ou não corresponder à presença de chamas.
Operação Infravermelho e proibição do uso do fogo
O monitoramento preventivo e repressivo ao uso irregular do fogo é conduzido pelo Corpo de Bombeiros no âmbito da Operação Infravermelho, gerenciada a partir da Sala de Situação Central instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá. O uso de ferramentas tecnológicas e imagens de satélite permite a identificação imediata de áreas com alto risco de combustão ou que tenham sofrido intervenção humana ilegal.
Desde o início do período restritivo, o CBMMT atuou na supressão de chamas em Canarana, Dom Aquino, Chapada dos Guimarães, Colniza, Guarantã do Norte, Guiratinga, Nova Maringá, Paranatinga, Ribeirão Cascalheira e São Félix do Araguaia.
Cabe destacar que o uso de fogo para limpeza, capina e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal permanece estritamente proibido por lei entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Em perímetros urbanos, a proibição é válida ao longo de todo o ano. O descumprimento das normas configura crime ambiental passível de severas penalidades legais.
Denúncias referentes ao uso irregular do fogo ou focos de incêndio suspeitos podem ser encaminhadas anonimamente à central de emergência do Corpo de Bombeiros Militar pelo telefone 193 ou à Polícia Militar pelo 190.
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