Denúncia arquivada pela CVM antecipou colapso do Banco Master
Fonte: revistaoeste.com | Data: 07/08/2026 14:01:14
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) arquivou em fevereiro de 2022 uma denúncia anônima sobre manipulação contábil no Banco Master, considerando o relato “inverossímil”. A denúncia alegava que o banco mascarava prejuízos e dependia da captação de novos CDBs, comparando sua operação a um “esquema pirâmide”. Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master, resultando em R$ 57 bilhões pagos pelo Fundo Garantidor de Créditos.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recebeu, em fevereiro de 2022, uma denúncia anônima que descrevia um suposto esquema de manipulação contábil no Banco Master, mas arquivou o caso por considerar o relato “inverossímil”. A apuração é do portal UOL.
O documento previa que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) acabaria arcando com os prejuízos do banco. Segundo a denúncia, o Master utilizava ativos de baixa liquidez e fundos de investimento para mascarar prejuízos e inflar artificialmente os balanços.
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O texto também afirmava que a instituição dependia da captação de novos CDBs para honrar resgates, comparando a operação a um “esquema pirâmide”.
Master foi liquidado 3 anos depois de denúncia

Três anos e nove meses depois, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master, levando o FGC a desembolsar R$ 57 bilhões para cobrir os prejuízos.
O documento ainda citava os empresários Augusto Lima e Nelson Tanure como sócios ocultos do banco. Atualmente, Tanure é investigado pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sob essa suspeita, o que sua defesa nega. A denúncia também mencionava Daniel Vorcaro, presidente do Master.
À época do recebimento da denúncia, a CVM já mantinha 56 processos envolvendo o grupo Master e entidades relacionadas, além de ter encaminhado, desde 2017, 13 comunicações a órgãos de controle, como o Ministério Público Federal (MPF) e o Banco Central.
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Em 2026, a autarquia criou um grupo de trabalho para revisar sua atuação no caso. Em relatório interno, o colegiado reconheceu que os principais fatos descritos na denúncia acabaram se confirmando e apontou que o arquivamento, sem qualquer apuração, é um procedimento que precisa ser revisto.
A Corregedoria da CVM também passou a analisar a decisão que encerrou o caso em 2022.