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Energisa desaba 5%: é hora de vender ou a queda virou oportunidade? Veja o que diz o Itaú BBA

Fonte: estadao.com.br | Data: 07/08/2026 15:24:12

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Energia em Debate com Roberta Godoi, vice-presidente da (re)energisa

O Broadcast Energia conversou com a vice-presidente de soluções energéticas e líder da (re)energisa, Roberta Godoi.

O Itaú BBA manteve a recomendação de compra para a Energisa (ENGI11) apesar de um fraco segundo trimestre de 2026, com margens reduzidas e despesas operacionais elevadas, levando a uma queda de 4,91% nas ações. Analistas do banco destacam que os resultados foram impactados por eventos não recorrentes e veem potencial de alta de 53,1% até 2026. A empresa busca melhorar sua estrutura de capital e espera que revisões tarifárias futuras e investimentos robustos impulsionem o desempenho, apesar das atuais restrições de geração de caixa.

O Itaú BBA reforçou a recomendação de outperform (equivalente à compra) para a Energisa (ENGI11), apesar de um segundo trimestre de 2026 considerado fraco, com resultado abaixo do esperado por margens mais suaves e despesas operacionais maiores. Cenário que não agradou grande parte dos investidores e fez os papéis da Energisa caírem 4,91%, nesta sexta-feira (7), cotados a R$47,03, por volta das 15h03 (de Brasília).

Segundo o relatório, a tese não muda: o banco vê a Energisa como operadora sólida, com portfólio de distribuição de qualidade e exposição a crescimento de mercado, mas o caso segue limitado por alavancagem mais alta, em um momento do ciclo regulatório em que o reconhecimento de investimentos deve sustentar a trajetória de desalavancagem.

De acordo com os analistas Fillipe Andrade, Lucas Guimarães e Lorena Fernandez, o trimestre combinou três vetores, como a queda de 5% em 12 meses na margem bruta das distribuidoras (DisCos), a alta de 15% nas despesas operacionais (opex), principalmente por manutenção preventiva voltada a impactos do El Niño, e a piora do resultado de provisão para devedores duvidosos (PDA) no consolidado.

Com isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou fraco, especialmente após expectativas de que o crescimento de mercado ajudaria a margem bruta.

O Itaú BBA afirma que esses fatores não indicam necessariamente deterioração estrutural da qualidade de receita ou perda de disciplina de custos, e ressalta que a empresa atribui grande parte dos efeitos do trimestre a eventos não recorrentes.

Energisa (ENGI11) cai 5% após balanço do segundo trimestre de 2026, mas Itaú BBA mantém aposta de compra.

 

Foto: Energisa/Divulgação

No balanço, o banco menciona melhora da estrutura de capital com a venda parcial do segmento de transmissão e a nova operação de “quasi-equity”, um financiamento híbrido que mistura empréstimo e ações, anunciada no fim do segundo trimestre. O relatório também cita o efeito não recorrente do acordo da ERO como sinal do foco da companhia em gestão de passivos.

Ainda assim, o Itaú BBA destaca que, estruturalmente, a principal preocupação é a restrição atual da companhia para gerar caixa na operação. Para o banco, as revisões tarifárias de 2028 são o principal catalisador para uma mudança mais relevante desse quadro.

Para os próximos trimestres, o Itaú BBA espera impulso operacional ligado aos efeitos do El Niño e continuidade de investimentos robustos, mirando as revisões tarifárias futuras. O banco destaca que a audiência pública do setor que trata sobre geração distribuída (X Pd) pode ser uma oportunidade importante para elevar o retorno sobre investimentos e ajudar na desalavancagem, enquanto a trajetória de juros segue como variável relevante para o caso.

Na teleconferência, o Itaú BBA diz que deve monitorar a dinâmica de opex à frente, alternativas para a alavancagem em um cenário macro mais pressionado e o andamento das discussões sobre o X Pd e o cronograma de debate na Aneel. Para 2027, os principais temas listados incluem discussões do custo médio ponderado de capital (WACC) regulatório, estrutura de capital e cenário macro.

O banco tem preço-alvo de R$ 76,90 para a Energisa em 2026, o que implica potencial de alta de 53,1% ante o fechamento de ontem.