Baixar Notícia
WhatsApp
Email

PF investiga R$ 97 milhões da previdência de Maceió aplicados no Banco Master

Fonte: jurinews.com.br | Data: 10/08/2026 12:30:49

🔗 Ler matéria original

Apuracão foca em possíveis falhas na governança e na análise de risco das aplicações feitas entre 2023 e 2024.

A Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), cumpriu nesta segunda-feira (10) oito mandados de busca e apreensão em São Paulo e Alagoas para investigar a aplicação de R$ 97 milhões do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do município de Maceió no Banco Master. As ordens foram expedidas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação apura possíveis irregularidades na decisão de investir os recursos e considera a hipótese de gestão fraudulenta.

As medidas judiciais foram realizadas no âmbito de uma apuração que busca esclarecer como foram conduzidas as etapas que antecederam os investimentos. Entre os pontos analisados estão o credenciamento da instituição financeira, a cotação dos ativos, a avaliação dos riscos, os mecanismos de governança e a tomada de decisão pelos responsáveis.

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, os valores foram destinados a duas aplicações feitas em 2023 e 2024. Os investimentos ocorreram por meio de letras financeiras emitidas pelo Banco Master e totalizam R$ 97 milhões. A Polícia Federal investiga se os procedimentos adotados para autorizar as aplicações seguiram os critérios exigidos para a gestão dos recursos previdenciários. A corporação também verifica as circunstâncias que envolveram a escolha do Banco Master e a avaliação da segurança dos investimentos.

As letras financeiras utilizadas nas operações são títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras para captar recursos de médio e longo prazo. Quem investe nesses papéis empresta recursos à instituição emissora e recebe, ao final do período estabelecido, o valor aplicado acrescido da remuneração prevista nas condições da operação. A apuração não se limita à análise dos valores investidos. Os investigadores também procuram identificar se houve falhas ou irregularidades nos processos de governança e na análise de risco que poderiam ter influenciado a decisão de aplicar os recursos previdenciários no banco.

A Polícia Federal apura, neste momento, a possível prática de gestão fraudulenta, sem prejuízo da identificação de outros crimes que possam estar relacionados às operações investigadas.

Com informações de O Estado de S. Paulo.