Com queda na gasolina, IPCA desacelera para 0,07% e inflação engata 4º mês de queda em relação a junho
Fonte: ndmais.com.br | Data: 11/08/2026 10:50:57
IPCA passou de 0,16% em junho para 0,07% em julho, influenciado pela queda de 1,37% na gasolina e pelo recuo dos alimentosFoto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR/ND Mais
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) desacelerou de 0,16% em junho para 0,07% em julho de 2026. O resultado representa uma queda de 0,09 p.p. (Ponto Percentual) em relação ao mês anterior e marca o quarto mês consecutivo de desaceleração da inflação.
O resultado de junho mantém a sequência de recuos iniciada após a taxa de 0,88% registrada em março. Desde então, o índice passou para 0,67% em abril, 0,58% em maio, 0,16% em junho e chegou a 0,07% no mês seguinte.
IPCA recua pelo quarto mês seguido
O IPCA registrou em julho a menor variação da sequência iniciada em março. O indicador, calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), saiu de 0,88% naquele mês e passou por quatro reduções consecutivas até chegar aos 0,07% registrados em julho.
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Com queda da gasolina, IPCA desacelera para 0,07% e tem 4º mês seguido de recuo – Magnific/Reprodução/ND Mais
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IPCA cai para 0,07% em julho e inflação registra 4º mês seguido de desaceleração – Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias/ND Mais
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Gasolina recua e IPCA desacelera para 0,07% em julho; veja o que mais caiu – Joédson Alves/Agência Brasil
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IPCA desacelera para 0,07% com queda da gasolina e dos alimentos em julho – Montagem feita com imagens do PT e da internet/ND Mais
Na comparação anual, a taxa também ficou abaixo da registrada em julho de 2025, quando o índice havia avançado 0,26%.
Nos 12 meses, o acumulado de 4,44% permanece abaixo do teto da meta de inflação do Banco Central, estabelecida em 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
Gasolina cai e ajuda a segurar inflação
Conforme informado pela Agência Brasil, entre os componentes que contribuíram para o resultado de julho esteve o grupo de transportes, que apresentou alta de apenas 0,05%. O comportamento foi influenciado pela combinação entre aumento das passagens aéreas e redução nos combustíveis.
As passagens aéreas subiram 11,67% no mês, enquanto os combustíveis tiveram queda média de 1,44%, com todos os outros itens pesquisados registrando recuo:
- gasolina: -1,37%;
- etanol: -2,26%;
- óleo diesel: -1,22%;
- gás veicular: -0,08%.
Alimentação também registra queda
O grupo de alimentação e bebidas apresentou retração de 0,67% em julho, com impacto de -0,14 p.p. sobre o resultado do IPCA.
A principal influência veio da alimentação consumida dentro de casa, que caiu 1,14%. Entre os produtos que tiveram as maiores reduções de preços estão o tomate, a batata-inglesa, a cenoura e o café moído.
IPCA desacelera para 0,07% com queda da gasolina e dos alimentos em julhoFoto: Montagem feita com imagens do PT e da internet/ND Mais
O tomate registrou queda de 29,09% e foi o principal impacto individual negativo do índice, contribuindo com -0,10 p.p. para o resultado mensal. A batata-inglesa recuou 19,59%, enquanto a cenoura caiu 14,41% e o café moído teve redução de 2,45%.
Na direção oposta, o leite longa vida subiu 2,47% e as frutas tiveram alta de 1,20%.
Apesar da queda nos preços dos alimentos consumidos em casa, a alimentação fora do domicílio apresentou comportamento diferente.
A variação passou de 0,15% em junho para 0,55% em julho. Dentro desse segmento, o lanche acelerou de 0,13% para 0,76%, enquanto a refeição passou de 0,15% para 0,42%.
Energia elétrica pressiona inflação de julho
Enquanto combustíveis e alimentos ajudaram a conter o índice, o grupo de habitação avançou de 0,63% em junho para 0,99% em julho.
A principal pressão veio da energia elétrica residencial, cuja variação passou de 1,53% para 3,09%. O item sozinho representou impacto de 0,13 p.p. no resultado do mês.
O cálculo incorporou reajustes tarifários em diferentes localidades. Em julho, também permaneceu em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
A taxa de água e esgoto também subiu 0,40%, refletindo reajustes aplicados em Salvador, Porto Alegre, Brasília e Rio Branco. Já o gás encanado recuou 0,04%, influenciado pela redução média de 2% nas tarifas do Rio de Janeiro.
Saúde e cuidados pessoais têm alta
O grupo saúde e cuidados pessoais registrou avanço de 0,40% em julho. Entre os itens que contribuíram para o resultado estão os produtos de higiene pessoal, que subiram 0,64%.
O perfume teve alta de 1,04%. Os planos de saúde também avançaram, com variação de 0,42%.
Segundo os dados fornecidos, o comportamento dos planos reflete os reajustes autorizados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Para contratos firmados após a Lei nº 9.656/98, o reajuste autorizado é de até 5,11%, com vigência iniciada em maio de 2026 e ciclo até abril de 2027.
Para planos contratados antes da legislação, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, dependendo do plano.
Como o IPCA de julho foi calculado
O IBGE calcula o IPCA desde 1980 para famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, independentemente da origem da renda.
Para chegar ao resultado de julho, foram comparados os preços coletados entre 1º e 30 de julho de 2026 com os valores registrados entre 30 de maio e 30 de junho de 2026.
Essa metodologia permite medir a variação dos preços de um período para o outro e acompanhar a evolução do custo de vida das famílias abrangidas pela pesquisa.
INPC também desacelera em julho
O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) registrou variação negativa de 0,01% em julho, após ter avançado 0,14% em junho. A diferença foi de 0,15 p.p.
No acumulado de 2026, o indicador registra alta de 3,50%. Em 12 meses, a variação chega a 4,10%, abaixo dos 4,33% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, o INPC havia registrado alta de 0,21%.
Os alimentos passaram de uma queda de 0,29% em junho para retração de 0,74% em julho. Já os produtos não alimentícios tiveram alta de 0,23%, contra 0,28% no mês anterior.
Em relação às regiões, São Paulo apresentou a maior variação, de 0,28%, influenciada pela energia elétrica residencial, que subiu 7,60%, e pelo conserto de automóvel, com alta de 2,61%. Belém teve novamente a menor variação, de -0,49%, puxada pelos recuos da gasolina e do açaí.
*com informações da Agência Gov