ANALOC RENTAL SHOW 2026 A profissionalização da locação
Fonte: revistamt.com.br | Data: 11/08/2026 11:18:24
Destacando equipamentos e tecnologias, fabricantes atualizam a oferta com soluções que prometem impulsionar a produtividade e maximizar a rentabilidade das locadoras
Imagem: MF
Realizada entre os dias 6 e 8 de julho no Expo Center Norte (SP), a 4ª edição da feira Analoc Rental Show reuniu o setor de locação em um momento de consolidação e expansão da atividade no país.
Após lançar uma inédita pesquisa sobre o setor, a Analoc (Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas) preparou um evento que se mostra cada vez mais maduro a cada edição, já antecipando novidades para o próximo ano.
Uma delas é a localização. Após edições itinerantes em Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG), o evento estabelece sede definitiva na capital paulista.
“A ideia inicial era ser uma feira itinerante, mas agora resolvemos que vai ser estabelecida aqui em São Paulo”, comentou Paulo Esteves, presidente da Analoc.
Segundo ele, a organização prevê uma gestão mais profissionalizada para a edição de 2027, incluindo montagem e captação de patrocínios por especialistas, em um avanço que busca refletir o dinamismo do setor, que atualmente cresce entre 11% e 12% ao ano, superando o desempenho geral da economia.
A pesquisa realizada pela KPMG para a Analoc mostra que o mercado brasileiro atualmente conta com 50 mil empresas de locação, sendo que 6% concentram 80% do faturamento, com espaço de crescimento.
“O segmento de plataformas elevatórias, por exemplo, já destina 95% das vendas para locadoras, enquanto na Linha Amarela esse índice é de 30%”, posicionou o executivo.
“Por outro lado, o mercado também enfrenta um excesso de oferta de máquinas, que pressiona os preços de locação para baixo e gera carência de mão de obra qualificada.”
Nesta edição, a feira reuniu cerca de 90 expositores com potencial para alcançar 150 marcas, que exibiram soluções de mecanização focadas no rental. Confira alguns destaques nas próximas páginas.
BRANCO
Completando 90 anos, a empresa com sede em Araucária (PR) marcou presença pela 3ª vez na feira. Buscando expandir a atuação na locação, o portfólio exibido incluiu soluções como a cortadora de piso BCP 500, com profundidade de 180 mm e equipada com motor de 15 cv e filtro ciclônico.
Outro destaque foi a alisadora de concreto BA-900, que traz motor de 6,5 cv e sistema de parada de emergência.
Em sua 3ª participação, a Branco exibiu diferentes soluções compactas voltadas para o setor de rental. Foto: Divulgação
No estande, a empresa apresentou ainda os compactadores de solo BCP-68 e BCP-75, com forças de impacto de 13 kN e 14 kN, respectivamente, entregando capacidade de até 680 impactos por minuto.
“A locação é um importante canal para ampliar o acesso a equipamentos de qualidade e alta performance”, comentou Mayara Amaral, gerente de marketing da empresa.
“Nesse sentido, a estrutura de pós-venda e assistência técnica é o pilar que garante suporte contínuo aos locadores, visando eficiência e segurança nas operações”, disse.
DINGLI
A empresa levou ao Expo Center Norte soluções como a plataforma articulada elétrica BA17NE, com alcance de 17 m e projetada para uso em espaços estreitos.
No entanto, o principal destaque foi a articulada BA20CHRT2, um modelo híbrido de alta performance projetado para trabalhos em locais fechados e áreas sensíveis a emissões.
Com foco em eletrificação, os destaques da Dingli incluíram plataforma articulada e tesoura. Foto: MF
Com alcance de 20 m, a máquina é essencialmente elétrica, mas conta com motor a diesel compacto para recarregar a bateria em locais remotos.
“À medida que a bateria vai baixando a carga, o gerador é acionado e a recarrega de forma automática”, destacou Hamilton Bogado, diretor-geral da empresa.
“Ou seja, não precisa parar o trabalho para recarregar a bateria.”
Sobre o mercado, Bogado comentou que o setor vive um paradoxo, com grandes locadores sinalizando redução na utilização de plataformas, enquanto pequenas e médias empresas mantêm um movimento forte de investimento.
“Provavelmente acreditam que haverá um movimento importante no mercado até as eleições”, avaliou.
Segundo ele, o 1º semestre encerrou com um resultado acima da expectativa. Assim como o mercado, a empresa começou o ano receosa, especialmente por conta do dólar.
“Em março houve uma queda, e não só para os fabricantes, mas também para os locadores”, explicou.
“Mas, a partir de abril, começou um movimento de recuperação, sendo que junho foi o melhor mês do ano em termos de vendas.”
GENIE
Celebrando 60 anos, sendo 30 deles no Brasil, a marca mantém foco total na locação.
Neste ano, a marca renovou a família de plataformas elevatórias, reduzindo o preço de aquisição e o custo de propriedade por meio de maior eficiência fabril.
Entre os equipamentos exibidos, o destaque foi a plataforma híbrida S-85 XC FE, equipada com bateria de lítio e motor a diesel, que opera de forma autônoma ou 100% elétrica, conforme a opção selecionada em um software exclusivo da marca.
Chegando aos 60 anos, a Genie preparou uma amostra de seu consolidado portfólio de plataformas. Foto: MJ
No estande, a linha exibida incluiu ainda a tesoura GS-1932 de 2ª geração, equipada com tecnologia E-Drive e que oferece altura de trabalho de 7,85 m e capacidade de carga até 227 kg, além do modelo articulado Z-34/22N com configuração estreita (Narrow), com altura de 12,52 m, alcance horizontal de 6,78 m e capacidade de carga do cesto de 227 kg.
Analisando o mercado, o gerente geral da Genie na América Latina, Gustavo Faria, observou que a entrada anual de aproximadamente 6.000 máquinas no país gerou uma ocupação física abaixo de 60% em algumas frotas, indicando “um ano de acomodação em 2027”.
Sobre a concorrência crescente, ele afirmou que “a melhor forma de atuar com isso é entender o momento do mercado e se adaptar”.
“Nossa estratégia é focada na longevidade dos ativos e na disponibilidade de peças em 24 h para garantir o retorno financeiro”, ressaltou.
GENVOX
Apresentada oficialmente ao mercado durante o evento, a nova marca de grupos geradores é voltada especificamente para operações críticas e mercado de locação.
Sediada em São Bernardo do Campo (SP), a produção inicialmente utiliza motores nacionais da Scania em projetos que priorizam baixo consumo e resiliência técnica.
Em sua estreia, a nova marca Genvox divulgou soluções de energia para operações críticas. Foto: MJ
Com um gerador de 500 kVA no estande, a linha divide-se em modelos para stand-by (segurança energética) e máquinas para funcionamento contínuo (fonte principal de energia).
De acordo com Abraham Curi, presidente do conselho da Tecnogera, parceira do negócio junto a outros investidores, as máquinas não visam ser necessariamente “as mais baratas do mercado, mas as mais eficientes financeiramente no longo prazo, graças ao menor gasto com diesel”.
A marca inicia as operações com um pipeline de 400 unidades, sendo que 150 geradores já estão em produção para atender à demanda da própria Tecnogera e de outras locadoras.
Segundo Curi, o plano de expansão inclui a exportação para a América Latina, preenchendo uma carência por máquinas de alta eficiência.
“Há 20 anos temos desenvolvido a engenharia que define o que os nossos parceiros e fornecedores vão montar, incluindo a escolha do motor e do alternador”, explicou Curi.
“E como a Tecnogera está mais exposta ao mercado, percebemos que é possível investir diretamente no desenvolvimento dos produtos.”
HAULOTTE
Com 25 anos de atuação no Brasil, a fabricante exibiu modelos das três famílias de plataformas do portfólio, incluindo tesoura vertical, mastro e articulada a diesel.
Em destaque no estande, o modelo Compact 10 é uma tesoura elétrica para uso interno com alcance de 10 m e capacidade entre 300 kg e 400 kg, enquanto o mastro vertical Star 10 (de 10 m) possui braço tipo jib e rotação de 180º para acesso a locais estreitos.
Já para operações em início de obras, a marca divulgou a lança articulada HA 16 RTJ, com 16 m de alcance vertical e 12 m na horizontal.
No estande, a Haulotte exibiu soluções como a lança articulada HA 16 RTJ e o mastro Star 10. Foto: Santelmo Camilo
De acordo com Bruno Lourenço Silva, gerente de pós-venda da companhia, os locadores já representam 85% dos negócios da marca no país.
Em sua visão, o mercado brasileiro “se mantém estável desde 2024”, devido principalmente à entrada de novos competidores no setor.
Sobre a estratégia de atuação, o especialista apontou o suporte como um diferencial decisivo no mercado atual.
“A ideia é fortalecer o time técnico para que o cliente tenha autossuficiência, garantindo que a máquina fique parada o menor tempo possível”, destacou o profissional, que projeta maior relevância das máquinas híbridas nos próximos anos, “acompanhando a migração para a eletrificação”.
JLG
Parceira do evento desde a 1ª edição, a fabricante da Pensilvânia direciona 100% de seus negócios no Brasil para o segmento de locação.
Na feira, a marca apresentou modelos como o Stock Picker 10MSP (com altura de 3 m e capacidade de 158,8 kg), voltado para inventários, exibido ao lado da articulada elétrica E-400AJP Narrow, um modelo estreito que oferece 14 m de altura de trabalho, alcance horizontal de 8,83 m e braço jib com giro de 180o.

No espaço da JLG, os destaques incluíram soluções como o Stock Picker 10MSP para inventários. Foto: MJ
A marca também aproveitou o evento para apresentar as novas tesouras Micro para operações em espaços restritos, disponíveis em quatro modelos (ES1350M, ES1530M, ES1930M e ES2632M), além do mastro T12E-Plus da série Toucan, de 12 m, voltado para trabalhos sobre obstáculos.
Como destaque, a tecnologia ClearSky Smart Fleet é integrada às máquinas novas para rastreamento, telemetria e atualização remota.
De acordo com Adriano Peres Leandro, gerente sênior de vendas e marketing na América do Sul, o mercado brasileiro deve importar 4.500 máquinas em 2026, uma queda em relação às 6.200 unidades de 2025.
“Mas esse arrefecimento é até positivo, para equilibrar a velocidade de entrada de equipamentos com a demanda real”, avaliou.
LGMG
Além de novos produtos como a lança articulada AR45L-2 e a tesoura S3246E-2, a companhia divulgou a tecnologia PMSM (Motor Síncrono de Ímã Permanente), exclusiva das plataformas da marca.
Segundo o diretor comercial no Brasil, Fernando Jaeger, a tecnologia apresenta ganho de performance, redução de custos de manutenção e qualidade superior.
“O PMSM é reconhecido pela maior eficiência em comparação aos motores de indução, especialmente em cargas variáveis”, salientou. “Isso resulta em menor consumo e maior autonomia em equipamentos elétricos.”
Focada em elétricos, a LGMG divulgou na feira a nova tecnologia exclusiva PMSM. Foto: MF
Os motores prometem torque elevado mesmo em baixas rotações, além de permitirem controle mais preciso de velocidade e posição.
“Isso é fundamental para plataformas e máquinas que exijam movimentos suaves e seguros”, disse.
“Por serem mais eficientes, também geram menos calor, o que reduz o desgaste de componentes e aumenta a vida útil do sistema.”
De acordo com o executivo, as fabricantes chinesas vêm introduzindo novas opções de maquinários no país, demonstrando agilidade na implementação de soluções inéditas.
“O mercado de plataformas vem crescendo de maneira sustentável, aumentando a popularidade dos equipamentos e promovendo maior segurança e eficiência nas operações”, observou.
MANITOU
A companhia sediada em Ancenis, na França, divulgou as quatro famílias de produtos com que atua no país, incluindo retroescavadeiras da linha MBL-X, minicarregadeiras sobre rodas da Série R e plataformas elétricas e a diesel, com destaque para modelos articulados (ATJ/AETJ), telescópicos (TJ) e verticais (VJR), além de manipuladores telescópicos, carro-chefe da marca com as linhas MT-X (construção), MLT-X (agronegócio) e MHT-X (heavy duty/mineração).
Bracco, da Manitou, divulgou as quatro famílias de produtos da marca disponibilizadas no país. Foto: MJ
No Brasil, 75% das vendas da marca são destinadas a clientes finais via distribuidores e 25% a locadores.
No 1º semestre de 2026, a empresa registrou um crescimento de 15% em comparação ao ano anterior.
O mercado de manipuladores é apontado como um nicho de expansão, com volume atual de 400 máquinas, enquanto países menores movimentam até 2.000 unidades/ano.
“Já o setor de mineração segue mais estável, atrelado aos preços globais das commodities”, complementou Marcelo Bracco, diretor da marca para a América Latina.
O especialista observou uma tendência de eletrificação consolidada na Europa e EUA, mas ainda incipiente no mercado brasileiro.
“O locador brasileiro está pensando em uma máquina que possa ter a maior lucratividade possível”, comentou Bracco, destacando que a companhia “prioriza a análise rigorosa de crédito e a manutenção de um negócio financeiramente saudável em vez de um volume agressivo de vendas”.
MWM
A subsidiária da Tupy apresentou soluções voltadas ao segmento, com destaque para um grupo gerador de 500 kVA com motorização Scania e modelos de 125 kVA e 100 kVA equipados com propulsores MWM, além de divulgar torres de iluminação a diesel e fotovoltaicas.
“O portfólio demonstra a capacidade de atender a diferentes demandas de energia temporária, desde obras e infraestruturas até eventos, operações industriais e missões críticas”, argumentou o gerente comercial de energia, Fernando Pinto.
Especialista em energia, a MWM divulgou seu portfólio de grupos geradores para locação. Foto: MF
Conforme o executivo, a locação segue como um dos segmentos mais promissores para os próximos anos no Brasil, com mais empresas optando pela modalidade para obterem flexibilidade financeira, redução de custos e melhor aproveitamento de capital.
“Esse movimento fortalece a demanda por equipamentos de alta disponibilidade e baixo custo operacional, características essenciais para o sucesso das locadoras”, completou.
No segmento de geração de energia, é possível observar uma busca crescente por equipamentos eficientes e de fácil manutenção, disse ele, atributos que contribuem diretamente para a rentabilidade das frotas.
“Além disso, a profissionalização do setor e o aumento dos investimentos em backups temporários, infraestrutura, agronegócio, mineração e construção ampliam as oportunidades para fabricantes e locadores”, afirmou.
“Neste cenário, o gerador deixa de ser plano B e vira parte da estratégia energética.”
SINOBOOM
No evento, a empresa exibiu uma amostra dos modelos disponibilizados no Brasil, como o braço articulado AB14EJ, o mastro ML08EJ e a tesoura 0608 ME.
“O portfólio conta ainda com modelos elétricos, além de opções com baterias na opção lítio”, acrescentou Marcelo Massaharu Yamane, gerente geral para a América Latina, destacando que os equipamentos são equipados com sistema de telemetria por GPS e com recursos de localização, diagnóstico e gestão, permitindo maior controle da frota.

Em uma amostra do portfólio, a Sinoboom trabalhou produtos conectados da linha de plataformas. Foto: MF
Sobre o cenário setorial, o especialista vê uma presença cada vez mais intensa de fabricantes internacionais no país, que vêm entrando no mercado de locação e acirrando a concorrência.
“Neste ano, o mercado está mais difícil do que imaginávamos”, comentou.
“Esperávamos um 2º semestre com otimismo, mas temos de reconhecer que é um ano diferente, em que a competição está mais alta.”
Nesse quadro, a empresa aposta em uma família completa de produtos para trabalho em altura, desde tesouras até lanças telescópicas e articuladas, buscando se diferenciar não apenas na qualidade do produto, mas também em peças, tecnologia e conectividade.
“Essa é a maneira que atuamos no Brasil, de uma forma consistente e capaz de perpetuar a nossa presença no país”, contou o especialista, acrescentando que quase 95% das máquinas da marca são absorvidas por locadores.
SISLOC
Ao completar 35 anos, a empresa de softwares de gestão levou ao evento a plataforma ISA (Inteligência de Suporte e Aprendizado), apresentada como a primeira IA do mercado nacional de locação.
Focado em análise de dados e orientação consultiva, o sistema responde dúvidas, ajuda a otimizar operações e auxilia na tomada de decisões financeiras e operacionais dos locadores.
Focada em análise de dados e orientação consultiva por IA, a Sisloc apresentou na feira a plataforma ISA. Foto: MF
Composta por diferentes módulos, a ferramenta “utiliza décadas de conhecimento setorial para ajudar as empresas de locação a automatizar decisões”.
Como explicou o CEO Leônidas Ferreira, a aplicação consiste em uma interface integrada criada pela própria empresa, que se propõe a “quebrar barreiras de integração”, permitindo que locadoras conectem ERPs ao ecossistema de dados.
“Agora com foco em IA, a empresa mantém uma visão estratégica centrada em softwares de gestão para o mercado de locação de máquinas”, afirmou.
Para o executivo, o mercado brasileiro de locação atravessa uma fase de profissionalização, em que a eficiência operacional não é mais um diferencial das empresas, mas um requisito de sobrevivência.
“Até 2027, a integração total via APIs e o uso de dados preditivos serão os pilares das locadoras com os melhores índices de rentabilidade no Brasil”, projetou.
SOTREQ/CAT
Além de equipamentos como a miniescavadeira Cat 302.7, exposta no estande, a divisão divulgou destaques do portfólio da marca, incluindo desde máquinas de pequeno porte até caminhões fora de estrada, escavadeiras hidráulicas e carregadeiras de rodas, além de opções de grupos geradores de diferentes potências, todos disponibilizados na opção de locação no país.
Na Sotreq Cat Rentals, os destaques incluíram a miniescavadeira 302.7 e soluções customizadas. Foto: MF
Durante o evento, a empresa divulgou ainda soluções customizadas como ferramentas de contratos, tecnologias embarcadas e estrutura dedicada de apoio técnico, abrangendo suporte ao produto, treinamento operacional e capacitação em manutenção.
“A locação deixou de ser só uma opção, tornando-se uma estratégia de negócios”, ressaltou o consultor corporativo de locação, Marcelo Ferreira.
“É um caminho sem volta, pois traz flexibilidade ao proprietário, assim como ao dono da operação.”
Nesse sentido, Ferreira destacou que a empresa atua de forma personalizada na locação.
“Como não existe uma solução pronta, pois cada operação conta com uma necessidade específica, oferecemos uma análise consultiva em nossos contratos de locação, entendendo a necessidade e desenhando a melhor solução para cada cliente”, explicou.
YANMAR
De olho na expansão do mercado de locação, a multinacional japonesa expôs soluções compactas como a miniescavadeira ViO17, que oferece peso operacional de 1.740 kg, motor de 10,1 kW e profundidade de escavação de 2.200 mm, com destaque para um sistema exclusivo de abertura e fechamento de esteiras, que promete reduzir o acúmulo de resíduos e facilitar a manutenção.
A miniescavadeira ViO17 foi a principal atração do portfólio da Yanmar no evento. Foto: MF
Segundo a empresa, o equipamento se destaca por baixo consumo de combustível, facilidade de operação e capacidade de trabalhar em espaços reduzidos, atendendo a diferentes perfis de clientes e aplicações.
“Trata-se de uma solução compacta, mas ao mesmo tempo robusta e com manutenção simplificada”, afirmou Anderson Oliveira, gerente comercial da marca para a América do Sul.
“Essas características contribuem para aumentar a produtividade e maximizar o retorno sobre o investimento das locadoras.”
De acordo com o executivo, a fabricante vem registrando um desempenho significativo no segmento de locação no país.
Em 2025, 38% das miniescavadeiras comercializadas pela marca foram destinadas ao mercado de rental, refletindo o aumento dos investimentos em renovação e ampliação de frotas.
“Ao longo dos anos, o rental vem se consolidando como um importante motor de crescimento para o setor de máquinas compactas, exigindo equipamentos que unam produtividade, confiabilidade e baixo custo operacional”, comentou.
ZOOMLION
Focada em equipamentos elétricos com baterias de lítio, a marca chinesa exibiu produtos como o mastro vertical compacto ZMP09J de 11 m, a tesoura ZS1212AC-Li de 14 m e a empilhadeira FB25, com capacidade nominal de carga de 2.500 kg.
Oferecendo cinco anos de garantia, a marca também apresentou a plataforma articulada elétrica ZA20JERT-L, um modelo 4×4 de 22 m voltado para operações em terrenos irregulares.
No estande, a Zoomlion optou por divulgar equipamentos elétricos com baterias de lítio. Foto: MJ
De acordo com o especialista de vendas estratégicas Fernando Cardoso de Souza, a produção na China utiliza fábricas automatizadas 4.0, sendo que a empresa não realiza vendas para usuários finais, operando exclusivamente com locadores.
Sobre a mudança tecnológica no segmento, ele avaliou que a presença de “máquinas elétricas e híbridas cresce exponencialmente no país”.
Segundo o especialista, a fabricante já conta com 13 filiais no Brasil e estoque central localizado em Indaiatuba (SP) para reposição de peças.
“O suporte pós-venda estabelece o primeiro contato remoto em até três horas, com deslocamento técnico no máximo em dois dias, caso o problema não seja resolvido por telefone”, assegurou.| (MJ/MF)
Saiba mais:
Analoc Rental Show: https://analocrentalshow.com.br