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IBGE divulgou nesta manhã os números oficiais da inflação de julho, registrando um índice de 0,07%. O resultado demonstra uma desaceleração em relação ao mês de junho e ficou dentro das expectativas do mercado, que previa um movimento próximo da estabilidade. Com esse dado, a inflação acumulada no ano atinge 3,44%, enquanto o índice acumulado nos últimos doze meses chega a 4,44%, situando-se próximo ao teto da meta estabelecida.

Entre os principais impactos no índice, o grupo de habitação exerceu pressão de alta, impulsionado principalmente pelo reajuste de 3,09% na conta de energia elétrica. Outros setores que registraram elevação foram saúde e cuidados pessoais, devido a reajustes em planos de saúde e produtos de higiene, e transportes, afetado pelo avanço de quase 12% nas passagens aéreas. Em contrapartida, o IBGE captou um recuo importante de 1,14% no grupo de alimentação, com quedas expressivas nos preços do tomate (quase 30%), batata inglesa (20%), cenoura e café.

O cenário de inflação baixa traz um alívio para o Banco Central e reforça a possibilidade de novos cortes na taxa de juros em setembro. No entanto, a autoridade monetária permanece vigilante quanto a fatores que podem gerar pressão inflacionária nas próximas leituras, como os efeitos climáticos do El Niño sobre a produção de alimentos e a resiliência da inflação no setor de serviços, que engloba hotéis e cuidados pessoais, indicando que o consumo das famílias ainda se mantém aquecido.