Um levantamento realizado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen) aponta que o reconhecimento espontâneo de paternidade no Amazonas cresceu 183% nos últimos cinco anos. Entre 2021 e 2026, mais de 1,8 mil cidadãos tiveram a paternidade oficialmente reconhecida nos cartórios, saltando de 148 casos anuais para um recorde histórico de 419 registros em 2025. Esse movimento voluntário é fundamental para garantir direitos básicos às crianças e adolescentes, como identidade, pensão alimentícia e direitos sucessórios.
A DEP AM (Defensoria Pública do Estado do Amazonas) desempenha um papel essencial nesse avanço por meio de mutirões e campanhas que facilitam o acesso a testes de DNA e orientações jurídicas. Essas ações incentivam os pais a buscarem a regularização voluntária, oferecendo suporte tanto na capital quanto no interior para que o processo ocorra de forma ágil e gratuita, assegurando o bem-estar e a proteção social dos filhos.
Apesar dos números positivos, o estado ainda registra anualmente cerca de 8,6 mil crianças apenas com o nome da mãe. Por isso, as iniciativas da DEP AM e dos órgãos de registro civil continuam sendo cruciais para reduzir essa lacuna e promover a paternidade responsável, transformando uma realidade de ausência em reconhecimento de direitos básicos previstos em lei.