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Imagem contradiz versão da policial presa por morte de soldado achado carbonizado

Fonte: opovo.com.br | Data: 12/08/2026 09:30:24

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Imagem de câmeras de segurança mostram a policial Júlia Natália Girão Gomes, 27, em uma oficina mecânica no mesmo horário em que ela disse estar amarrada no meio de um matagal. De acordo com as investigações, a agente estava com o soldado Raphael Sampaio da Silva, 27, antes de ele ser morto e encontrado carbonizado na madrugada dessa terça-feira, 11, em Itaitinga. Ela foi presa em flagrante. 

Conforme O POVO apurou, a principal suspeita é de que Júlia e Raphael estavam se relacionando e o crime teria sido uma vingança do companheiro dela. O homem, entretanto, chegou a prestar depoimento, mas não havia sido preso até 20 horas da terça.

De acordo com a Polícia, ambos têm antecedentes criminais: ela responde por estelionato, lavagem ou ocultação de bens e integrar organização criminosa. Já o companheiro dela responde por estelionato, falsa identidade, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, integrar organização criminosa, receptação e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Soldado encontrado carbonizado foi baleado

O corpo de Raphael foi encontrado dentro do carro dele, que estava em chamas no Anel Viário, em Itaitinga. Bombeiros e Polícia foram acionados por volta das 3 horas. 

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) não identificou amputação traumática no corpo da vítima, mas encontrou lesões por arma de fogo feitas no policial “ainda em vida, com posterior carbonização do corpo”.

Governador e Associação se pronunciam sobre morte de soldado 

Raphael Sampaio ingressou na corporação em junho de 2022 e estava atualmente lotado na 2ª Companhia do 16º Batalhão de Polícia Militar (2ºCia/16ºBPM), em Messejana.

Sua morte foi lamentada pelo governador do Ceará, Elmano de Feitas (PT), que usou as redes sociais para prestar solidariedade à família e aos amigos do policial e dizer que “os responsáveis” seriam presos.

Em nota, a Associação das Praças do Estado do Ceará (Aspra/CE) também prestou apoio aos familiares, lamentou ocorrido e disse “aguardar apuração dos fatos pelas autoridades competentes”.

Já o Ministério Público do Ceará (MPCE) divulgou a criação de uma força-tarefa integrada para acompanhar investigações sobre a morte do policial militar.



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