Baixar Notícia
WhatsApp
Email

Electra negocia venda de duas hidrelétricas ao grupo Calpar

Fonte: megawhat.uol.com.br | Data: 12/08/2026 09:38:10

🔗 Ler matéria original

A Electra Hydra, do grupo Electra, avalia a venda de duas centrais geradoras hidrelétricas para empresas ligadas à familia Bertolini, donos do grupo Calpar.

A operação foi submetida à análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

A transação envolve as CGHs Pitangui (0,9 MW) e São Jorge (2,3 MW), ambas localizadas em Ponta Grossa, no Paraná. Os empreendimentos fazem parte de um pacote de usinas vendido pela Copel à Electra Hydra em 2024

Segundo manifestação no Cade,  as usinas serão adquiridas pelas empresas Famiglia Bertolini Investimentos e J Bertolini, que veem na compra uma forma de integrar a produção e o consumo de energia renovável à sua cadeia produtiva, seguindo os seus compromissos ambientais.

As compradoras são holdings patrimoniais sem atividades operacionais e fazem parte do grupo Calpar, com atuação predominantemente voltada ao agronegócio. O grupo atua em diferentes etapas da cadeia agroindustrial, incluindo mineração para produção de insumos agrícolas, atividades agropecuárias, beneficiamento, armazenagem e secagem de grãos, além de negócios nos setores metalúrgico e de turismo.

Já a Electra Hydra é controlada pelo grupo Electra, que abriu processo de recuperação judicial neste ano e pertece à Intrepid. Ao Cade, a Electra Hydra informou que a operação representa uma oportunidade de retorno sobre os investimentos realizados usinas, permitindo que os recursos sejam direcionados à modernização de outros ativos e ao desenvolvimento de novos projetos de geração de energia renovável.

Extinção da concessão

Em novembro do ano passado, a Electra protocolou na Aneel um pedido de extinção da Concessão da PCH São Jorge e a conversão do seu registro para CGH, manifestando o interesse na continuidade da exploração do aproveitamento hidrelétrico. Segundo a Electra, a energia gerada no empreendimento é comercializada no ambiente de contratação livre (ACL).

A manifestação segue em análise pela autarquia, que solicitou diversos documentos, incluindo a demonstração da continuidade da gestão de segurança das barragens e das estruturas associadas ao empreendimento após a alteração do regime jurídico.