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Os exames para prevenir e detectar o câncer de intestino, tumor cada vez mais comum em adultos jovens

Fonte: veja.abril.com.br | Data: 13/08/2026 17:27:53

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Homem de meia-idade, cabelos grisalhos e barba, sorri para a câmera usando óculos de armação preta e camiseta marrom, em fundo rosa e lilás com detalhes geométricos
Lúcio Mauro Filho (Globo/Divulgação)

O relato do ator Lúcio Mauro Filho sobre o diagnóstico de câncer de intestino durante uma entrevista reforçou uma característica já conhecida desse tumor: a capacidade de se desenvolver de forma silenciosa, ou seja, sem sintomas em suas fases iniciais. Daí vem a importância da realização de exames para a detecção precoce e possibilidade maior de sucesso no tratamento.

No caso de Mauro Filho, a confirmação veio durante a realização de exames após um tratamento de complicações da covid-19.

Os médicos costumam direcionar um paciente para a investigação quando há suspeita da doença ou histórico do tumor na família.

Um dos primeiros exames solicitados é o teste de imunoquímica fecal, mais conhecido como pesquisa de sangue oculto nas fezes. Ele costuma apontar os pacientes que devem ou não receber a indicação para fazer a colonoscopia. Outro exame é o DNA das fezes, que avalia mutações em células de regiões suspeitas.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), a colonoscopia é considerada o padrão-ouro para investigação das lesões. Além da observação do cólon e do reto, é possível fazer a coleta de tecidos para biópsia.

O rastreamento de rotina com a colonoscopia é indicado a partir dos 50 anos e, em casos de baixo risco, deve ser repetido a cada cinco anos.
Com o diagnóstico do tumor, o oncologista pode pedir exames complementares, como ressonância magnética e tomografia PET Scan.

Diagnóstico precoce

Como em outros tipos de câncer, o diagnóstico precoce é o principal objetivo. No Sistema Único de Saúde (SUS), acabou de ser incorporado um teste de alta tecnologia para detecção das lesões antes do aparecimento dos sintomas sem a necessidade de exames invasivos.

O FIT, sigla em inglês para Teste Imunoquímico Fecal, é um exame não invasivo capaz de identificar a doença antes do aparecimento dos sintomas. Segundo a pasta, a chegada do teste pode ampliar o acesso ao diagnóstico para mais de 40 milhões de brasileiros.

O novo protocolo do SUS prevê que o FIT será o exame de referência para pessoas de 50 a 75 anos assintomáticas. Isso é importante porque os tumores no intestino podem desencadear sintomas que costumam ser ignorados pelos pacientes ou confundidos com problemas de saúde menos graves.

O FIT é uma evolução do exame de sangue oculto nas fezes, pois consegue detectar a presença de sangue que pode ter relação com pólipos, lesões pré-cancerígenas e o próprio câncer colorretal utilizando anticorpos específicos. A capacidade do teste para detecção do tumor chega a 92%.

Câncer colorretal

O câncer colorretal é o exemplo mais emblemático de tumores que estão aparecendo com mais frequência em adultos jovens. Estudos apontam que, em comparação com a década de 1950, essa população enfrenta um risco duas vezes maior de desenvolver a doença no intestino grosso e quatro vezes maior de enfrentar um diagnóstico no reto.

Os sinais de alerta são sangramento nas fezes, dor abdominal, perda de peso, anemia e mudanças nos hábitos intestinais.