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Comércio goiano cresce acima da média nacional no primeiro semestre, diz IBGE

Fonte: diariodegoias.com.br | Data: 14/08/2026 19:06:37

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Setor de combustíveis foi um dos que mais contribuiu para alta. (Foto: Agência Brasil)

De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), o comércio varejista goiano encerrou o primeiro semestre de 2026 com crescimento acumulado de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado é superior ao registrado para o Brasil (1,9%).

Até o levantamento mais recente, Goiás apresentou variações acumuladas superiores às nacionais em todos os meses de 2026, embora o resultado de junho posicione o estado em patamar inferior ao observado no início do ano. Em janeiro, a alta acumulada era de 3,7%, chegando a 4,7% em março, antes de apresentar desaceleração nos meses seguintes.

Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o volume de vendas do comércio varejista em Goiás variou 0,1% em junho, após recuo de 2,1% em maio. No país, a alta foi de 2,9% na mesma comparação. Frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, o estado avançou 1,0%, enquanto o Brasil cresceu 0,5%. Já no indicador acumulado em 12 meses, Goiás registrou aumento de 1,8%, acima da média nacional (1,6%).

Entre todas as unidades da federação, Goiás se colocou como a 12ª com maior expansão do comércio varejista no acumulado do 1o semestre. Pernambuco (10,7%) e Distrito Federal (7,4%) lideraram o ranking, enquanto Pará (-1,6%) e Amazonas (-0,7%) assinalaram os maiores recuos.

Destaque para os combustíveis

As vendas de Combustíveis e lubrificantes em Goiás acumularam crescimento de 10% no primeiro semestre de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado ficou bem acima da média nacional (2,1%) e representa uma mudança significativa frente ao cenário observado ao longo de 2025, que encerrou com queda acumulada de 6,9% no estado.

Na comparação com os mesmos meses do ano anterior, Goiás apresenta índices positivos desde novembro de 2025 (4,4%), após queda em outubro (-5,1%). Neste ano, destacaram-se as altas de fevereiro (19,0%) e março (20,8%). Em junho, a atividade assinalou crescimento de 0,9%.

Queda nos calçados e roupas

As vendas do setor de Tecidos, vestuário e calçados em Goiás acumularam retração de 4% no período. No país, a atividade também variou negativamente (-0,2%), embora com resultado próximo à estabilidade.

A queda acumulada foi influenciada pelos resultados registrados entre março e junho. Nesse período, o segmento assinalou variações negativas consecutivas frente aos mesmos meses de 2025, com destaque para maio (-9,4%), o recuo mais intenso da série recente. Em junho, a atividade permaneceu em retração (-4,5%), registrando o quarto resultado negativo sucessivo.

As vendas do grupo de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas efumo, atividade de maior peso no comércio varejista goiano, recuaram 0,9% em junho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado sucede a queda de 1,6% observada em maio, configurando a segunda retração consecutiva do setor.

Apesar disso, a atividade ainda acumula alta de 0,4% no 1o semestre de 2026. No Brasil, o setor avançou 1,3% no acumulado do ano. Já o acumulado em 12 meses permanece negativo (-0,3%), repetindo o resultado observado em maio e se posicionando abaixo da média nacional (0,7%).


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