Teleconsulta pode ser uma opção para desafogar a saúde pública em Passo Fundo, aponta especialista
Fonte: gauchazh.clicrbs.com.br | Data: 16/08/2026 04:04:32

De acordo com a Prefeitura de Passo Fundo, o município do norte do Estado não possui o serviço de teleconsultas no Sistema Único de Saúde (SUS). Para o médico geriatra Daniel Marcolin, método pode ser uma alternativa para evitar superlotação de unidades, inclusive no período de alta da gripe.
Daniel, que trabalha há seis anos com a consulta remota de forma particular, afirma que o método é eficiente para o acompanhamento de pacientes, como no caso de adaptação a medicações ou dores crônicas, e para pacientes psiquiátricos:
— Dessa forma não precisa vir de longe, por exemplo, todo mês para o acompanhamento. Em casos de sintomas gripais, quando está frio, ou o paciente está acamado e não quer sair de casa, também funciona.
Apesar da praticidade, o especialista ressalta que o encontro entre médico e paciente pela chamada de vídeo não substitui a avaliação presencial:
— A gente não consegue fazer o exame físico completo pela teleconsulta. Então em casos graves, uma emergência, dor extrema, nós não conseguimos auscultar, examinar, aí precisa ser de forma presencial.
Regulamentação
A telemedicina é regulamentada desde 2002 no Brasil e a teleconsulta foi implementada em 2006 no SUS. No entanto, principais centros de saúde do norte gaúcho não aplicam o método.
Além de Passo Fundo, Marau, também no norte do Estado, não possui o serviço. A Secretaria de Saúde de Erechim informa que chegou a licitar recentemente a telemedicina, e que está em fase de implementação, mas também não há data para o início do funcionamento na rede municipal.
— A teleconsulta poderia auxiliar num sistema público em que há a demanda tão grande de pessoas indo para as unidades de saúde, esperando em filas de horas. Claro que teria o tempo do profissional atendendo, teria que ter mais profissionais que pudessem fazer esse atendimento — conclui Daniel.