Ato de Lula tem aceno a mulheres e evangélicos; Janja canta com pastor e homenageia Marisa
Fonte: valor.globo.com | Data: 16/08/2026 12:23:40
Discurso da primeira-dama foi marcado ainda por sua primeira homenagem pública à dona Marisa Letícia
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou neste domingo sua campanha à reeleição em um ato em São Bernardo do Campo marcado pelo aceno a mulheres, evangélicos e destaque para bandeiras da democracia e soberania. Ao discursar, a primeira-dama Rosângela Janja da Silva homenageou Marisa Letícia, ex-mulher de Lula morta em 2017, e cantou com o pastor Cléber Lucas.
O ato deu destaque à bandeira do Brasil, lembrou das Diretas Já e das greves de sindicalistas dos anos 1970 e 1980. O evento ocorreu no Estádio Primeiro de Maio, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), em uma busca por resgatar a memória do início da militância política do petista.
O discurso de Janja foi marcado por problemas técnicos no som, que preocuparam a equipe de comunicação. Em sua fala, a primeira-dama lembrou do papel de Marisa na fundação do PT e dedicou sua admiração, em um dos momentos mais aplaudidos. A primeira-dama defendeu ainda ações do governo federal na educação, destacando escolas em tempo integral, a expansão das universidades federais.
“Somos nós, mulheres do Brasil, que vamos te eleger mais uma vez presidente”.
Janja e o pastor Cleber Lucas deram destaque a uma música gospel da campanha, em aceno ao público cristão. O “rap do Silva” também foi cantado durante o evento, falando da trajetória do presidente como trabalhador.
Já o vice-presidente Geraldo Alckmin fez analogias com o futebol para defender a democracia, a soberania e os avanços do governo Lula.
“Na Vila Euclides quem faz um gol é a democracia”, disse. “A reeleição de Lula fortalece a democracia, faz avançar as conquistas da população. Crescer a renda, o PIB, a saúde, a proteção ao meio ambiente”, disse.
Saudado como “companheiro”, o vice foi contestado aos gritos quando proclamou que o tetra do cabeça de chapa sairia dali, da Vila Belmiro. O santista Alckmin foi rebatido aos gritos: “aqui é Vila Euclides”.
O vice-presidente vinculou o fechamento de indústrias automobilísticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “É em defesa da democracia, da soberania, do Pix que vamos juntos. É pátria livre e soberania”.
No início do evento, foram exibidas imagens de Lula como líder sindical, no meio do povo, no estádio que projetou o petista nacionalmente nas assembleias sindicais de 1979. Lideranças sindicais daquela época deram depoimentos sobre a atuação de Lula e subiram ao palco para abraçar o presidente.
Na sequência, Lula andou pelo palco montado no meio do estádio segurando uma bandeira do Brasil, ao lado de Janja, Alckmin, Lu Alckmin, esposa do vice-presidente, o ex-ministro e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e sua esposa, Ana Estela.
Anunciada como a voz das Diretas Já, a cantora Fafá de Belém cantou o hino nacional, enquanto uma grande bandeira do Brasil foi desenrolada na arquibancada. “Viva o Brasil, Lula presidente”, disse Fafá.
No estádio, as arquibancadas ficaram cheias de militantes, predominando a cor vermelha nas camisetas. Os apoiadores de Lula também ocuparam a maior parte do gramado, mas era possível circular com facilidade.
A ex-governadora do Rio de Janeiro e candidata ao Senado no Estado Benedita da Silva (PT) discursou em defesa da democracia.
Representando os candidatos a governador, Haddad deu destaque à trajetória de Lula, fez um balanço do governo e defendeu a democracia e soberania .
“Presidente Lula é figura incomum no Brasil e no mundo. Eu poderia falar da retomada do crescimento, do emprego, de como ele colocou a inflação de joelho como fez no segundo mandato. Poderia falar do apoio às universidades e ao SUS”, afirmou.
Em seguida, afirmou que Lula tem feito ações para defender “uma nação soberana, democrática e justa”.
Haddad lembrou de sua atuação como ministro de Lula, na Fazenda e Educação, e disse que a principal preocupação do presidente sempre foi com os “que mais precisavam”.
“Se Lula sempre se colocou ao lado do povo. Ele nunca baixou a cabeça para nenhum líder político, para nenhum banqueiro, para nenhum empresário”, afirmou o candidato ao governo de São Paulo. “Essa estrela chamada Lula é estrela que muita gente anseia apagar. Mas neste domingo essas imagens estão correndo o mundo, as redes e eles vão saber que a nossa estrela vai ficar acesa para subir novamente a rampa e dizer que quem manda no Brasil é o povo.”
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