Consumidores da RGE podem economizar até 25% na conta de energia sem instalar placas solares
Fonte: leouve.com.br | Data: 17/08/2026 15:33:54
Abrir a conta de luz e encontrar um valor maior do que o esperado já virou uma preocupação recorrente para famílias e empresas. Tarifas, bandeiras e o próprio consumo acabam pesando no orçamento mês após mês.
O que muitos consumidores ainda desconhecem é que existe uma alternativa para reduzir esse custo sem instalar placas solares, fazer obras no imóvel ou realizar investimento inicial.
É a chamada geração compartilhada de energia, modalidade regulamentada no país e que ganhou um marco importante com a Lei Federal nº 14.300/2022.
Na prática, consumidores atendidos pela RGE podem ingressar em uma cooperativa de geração de energia e receber créditos que são compensados na própria conta de luz. No modelo oferecido pela COGECOM, a economia estimada fica entre 15% e 25% sobre o valor da energia, conforme o perfil de consumo e a análise da unidade consumidora.
A energia continua chegando pela mesma rede
Uma das principais dúvidas de quem conhece a geração compartilhada pela primeira vez é sobre possíveis mudanças no fornecimento.
Para o consumidor, porém, praticamente nada muda.
A residência ou empresa continua ligada normalmente à rede da RGE, que permanece responsável pela distribuição da energia, manutenção da rede e atendimento em eventuais ocorrências.
A diferença acontece na origem dos créditos utilizados para compensar parte do consumo.
A COGECOM reúne consumidores em um sistema cooperativo e utiliza energia produzida a partir de fontes renováveis. Essa geração é inserida no sistema elétrico e convertida em créditos, que posteriormente são compensados nas unidades consumidoras participantes.
O consumidor, portanto, não precisa instalar placas solares no telhado nem realizar qualquer alteração elétrica no imóvel.
Segundo Leanderson Vieira, especialista do setor, a consolidação desse mercado nos últimos anos fez com que o modelo passasse a ser utilizado tanto por grandes empresas quanto por pequenos negócios e consumidores residenciais.
“Durante muito tempo, quando se falava em economizar com energia, a primeira ideia era investir em placas solares. A geração compartilhada trouxe outra possibilidade: o consumidor pode participar de uma estrutura de geração sem precisar fazer esse investimento no próprio imóvel”, explica.
Como funciona a geração compartilhada
Antes da expansão desse modelo, quem desejava produzir a própria energia precisava, normalmente, instalar equipamentos em sua residência ou empresa.
Isso acabava limitando o acesso de consumidores que moram em apartamentos, utilizam imóveis alugados, possuem espaços sem condições para instalação de placas solares ou simplesmente não desejam fazer um investimento elevado em um sistema próprio.
Com a geração compartilhada, a lógica é diferente.
As usinas utilizadas pela cooperativa produzem energia a partir de fontes renováveis. Essa energia é inserida na rede de distribuição e gera créditos destinados às unidades consumidoras vinculadas ao sistema.
No caso de quem é atendido pela RGE, o fornecimento continua ocorrendo normalmente pela concessionária.
“Se houver falta de energia ou algum problema na rede, o consumidor continua procurando a RGE. A distribuidora permanece responsável pela entrega e pela manutenção. A cooperativa atua na geração e na compensação dos créditos que permitem reduzir o custo da energia para seus cooperados”, explica Vieira.
A economia estimada pela COGECOM pode variar entre 15% e 25% em relação ao custo da energia, dependendo das características de cada unidade consumidora.
Quem pode participar
O modelo pode atender tanto pessoas físicas quanto empresas que estejam dentro da área de concessão da RGE e tenham uma unidade consumidora compatível com as regras da modalidade.
A adesão não exige a compra de equipamentos nem a instalação de estruturas no imóvel.
O primeiro passo é realizar uma análise da conta de energia. A partir dela, é possível verificar o histórico de consumo e estimar quanto aquela residência ou empresa poderá economizar.
O processo ocorre, de forma resumida, em quatro etapas:
1. Análise da conta de energia
O consumidor encaminha sua fatura para avaliação. A partir dos dados de consumo, é calculada uma estimativa de economia.
2. Adesão à cooperativa
Caso o consumidor tenha interesse e esteja apto, são coletados os dados necessários para sua inclusão como cooperado.
3. Geração e compensação
A energia é produzida pelas usinas vinculadas ao sistema e os créditos correspondentes são destinados à unidade consumidora.
4. Economia mensal
Os créditos são compensados sobre o consumo, possibilitando uma redução no custo final relacionado à energia.
Tudo isso ocorre sem instalação de placas solares ou alterações na estrutura elétrica da residência ou empresa.
Economia também pode fazer diferença para empresas
Embora percentualmente o benefício possa ser semelhante, consumidores com contas maiores tendem a perceber valores absolutos mais expressivos de economia.
Uma empresa que possui gastos elevados com energia, por exemplo, pode transformar a redução mensal desse custo em recursos para manutenção, aquisição de equipamentos, ampliação da estrutura ou reforço do capital de giro.
Para consumidores residenciais, a lógica é a mesma.
Mesmo quando a conta possui um valor menor, uma redução recorrente representa menos despesas no orçamento familiar ao longo do ano.
“É um custo que existe todos os meses. Por isso, quando conseguimos reduzir essa despesa sem exigir investimento inicial do consumidor, o efeito passa a ser percebido continuamente”, destaca Vieira.
Por que muita gente ainda não conhece o modelo?
Apesar do avanço da geração distribuída no Brasil, ainda existe desconhecimento sobre a possibilidade de participar da modalidade sem possuir uma usina própria.
Segundo Vieira, muitas pessoas continuam relacionando qualquer economia com energia à instalação de placas solares.
“Quando o consumidor descobre que pode participar sem obra, sem financiamento e sem mexer na instalação elétrica, normalmente a primeira reação é querer entender como funciona. Por isso, o ponto inicial é sempre analisar a fatura e demonstrar de forma objetiva qual seria a economia estimada”, afirma.
O especialista também destaca que a experiência de consumidores que já utilizam o modelo tem contribuído para ampliar sua divulgação.
Energia de fontes renováveis
Além da redução de custos, o sistema utiliza geração proveniente de fontes renováveis, como solar, eólica, biogás e hidrelétrica.
A COGECOM atua no mercado de geração distribuída por meio do modelo cooperativo e reúne milhares de unidades consumidoras no país.
Dessa maneira, empresas e famílias conseguem participar do mercado de energia renovável sem precisar construir uma estrutura própria de geração.
Para o consumidor atendido pela RGE, a rotina permanece praticamente igual: a energia continua chegando pela mesma rede e a distribuidora continua exercendo suas atribuições normalmente.
O que muda é a possibilidade de utilizar créditos provenientes da geração compartilhada para reduzir o custo da energia.
Como descobrir quanto é possível economizar
Como cada unidade consumidora possui características diferentes, o percentual efetivo de redução depende da análise da conta e do perfil de consumo.
A COGECOM realiza essa avaliação gratuitamente.
O consumidor interessado pode encaminhar sua fatura de energia pelo WhatsApp (48) 99625-6159. Após a análise, recebe uma estimativa da economia possível e as informações necessárias para decidir se deseja aderir ao modelo.
Também é possível entrar em contato pelo e-mail [email protected].
A proposta é simples: continuar utilizando normalmente a energia fornecida pela rede da RGE, sem instalar equipamentos no imóvel, mas com a possibilidade de reduzir mensalmente o custo da energia por meio da geração compartilhada.
A economia estimada varia conforme o perfil de consumo e as condições da unidade consumidora, estando sujeita à análise e às regras aplicáveis à modalidade.