A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) iniciou um processo sancionador contra a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores, Geovanne Tobias. A investigação apura se os executivos violaram normas de mercado ao demonstrarem um “otimismo excessivo” durante a divulgação de resultados em 2025, período em que o lucro da instituição recuou 60%. Segundo a autarquia, declarações que incentivaram a compra de ações em um momento de queda acentuada podem ter induzido investidores ao erro, ferindo o dever de transparência e veracidade das informações.
No âmbito da política econômica, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, defendeu que o caminho para a estabilidade fiscal do país passa obrigatoriamente pela busca de “juros civilizados”. Durante a 27ª Conferência Anual do Santander, Durigan destacou que o controle das contas públicas é a principal ferramenta do governo para reduzir o prêmio de risco e permitir a queda das taxas. Esse esforço ocorre em meio a novas projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE, que apresentou uma leve tendência de alta nas previsões do mercado para os próximos anos.
Complementando o cenário, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou que a autoridade monetária segue atenta ao crescimento da demanda interna, que tem pressionado os índices inflacionários monitorados pelo IBGE. Para Galípolo, o papel do BC é manter uma postura técnica e restritiva para reequilibrar a oferta e a demanda, garantindo que o ciclo de política monetária responda adequadamente aos desafios endógenos da economia brasileira, independentemente das pressões políticas por cortes imediatos nos juros.