Brasil tem 169 data centers mapeados; veja onde estão – Startups
Fonte: startups.com.br | Data: 18/08/2026 17:28:01

O Brasil tem buscado se consolidar como um player global no mercado de data centers, mas o que muita gente não sabe é que já existem diversas dessas estruturas em funcionamento no país. Um mapa lançado nesta semana pelo Maravalley, hub de inovação do Rio de Janeiro, identificou 169 data centers no território brasileiro, sendo 132 já em operação.
Desse total, a maioria está localizada no estado de São Paulo, com 76 unidades, espalhadas por cidades como Osasco, Barueri e Santana de Parnaíba, entre outras, além da capital.
Em seguida, aparece o Rio de Janeiro, com 19 data centers. A distribuição dessa infraestrutura mostra que, apesar da concentração em São Paulo, existe um potencial de crescimento regional. O Ceará aparece na terceira posição, com 9 data centers, provavelmente em razão dos cabos submarinos que chegam a Fortaleza, tornando o estado um hub de conectividade internacional.
Distrito Federal aparece na sequência, com 8 data centers, seguido de Rio Grande do Sul e Paraná, com 5 cada um.
Entre os principais players desse segmento com operação no Brasil estão empresas como Ascenty, Equinix, Scala, Elea, Microsoft Azure, Google, entre outras.
O mapa completo pode ser conferido no site do Maravalley.
Nova série do Startups e Maravalley
O mercado de data centers está em crescimento no Brasil, impulsionado por iniciativas governamentais e privadas. O lançamento do Mapa dos Data Centers no Brasil é parte de uma parceria entre o Maravalley e o Startups para reunir as informações acerca desse ecossistema e entender o potencial do país nesse segmento e seu papel na disputa global por infraestrutura para inteligência artificial.
Ao longo dos próximos meses, o Startups irá publicar uma série de reportagens especiais sobre o tema, além de videorreportagens nas nossas redes sociais.
Metodologia
O levantamento feito para o desenvolvimento do Mapa de Data Centers combina diferentes bases públicas e fontes especializadas para identificar data centers em operação e projetos em desenvolvimento no Brasil. Foram cruzadas informações do Uptime Institute, dos sites oficiais das empresas, de bases especializadas do setor e de veículos de imprensa. No caso dos projetos ainda em pipeline, também foram consultados documentos de órgãos públicos, como Ministério de Minas e Energia (MME), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O principal critério de inclusão foi a existência de informações verificáveis sobre cada instalação, como nome do operador, município e pelo menos um dado técnico. Por exemplo, capacidade, certificação ou data de inauguração. O Uptime Institute foi a principal referência para instalações com certificações Tier III e Tier IV. As informações foram complementadas diretamente com operadores como Ascenty, Equinix, Scala, ODATA/Aligned, Elea, Cirion, Tecto/V.tal, Vivo e outros.
As coordenadas foram atribuídas de acordo com o nível de informação disponível. Quando havia um endereço completo, foi possível localizar o data center com precisão de dezenas de metros. Em instalações dentro de grandes campi, foi utilizada a localização do complexo. Já nos casos em que as empresas não divulgam o endereço, especialmente data centers corporativos, governamentais e estruturas de grandes empresas de nuvem, a localização é aproximada, podendo corresponder ao bairro, município ou região.
Por isso, o mapa deve ser interpretado como uma representação da distribuição geográfica dos data centers, e não como uma localização exata de todas as instalações. O levantamento também não pretende capturar todas as pequenas salas-servidor, pontos de presença de telecomunicações ou estruturas de edge computing.
Ao todo, foram identificados 169 data centers no recorte apresentado pela reportagem. A base mapeada cobre uma parcela relevante da infraestrutura nacional e, em termos de capacidade instalada, representa cerca de 95% do mercado estimado. Isso ocorre porque as instalações que ficaram de fora são, em sua maioria, estruturas menores, com capacidade inferior a 1 MW.