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Integração entre tecnologia e logística deve redefinir cadeias portuárias nos próximos anos.

Fonte: vozdobairro.com.br | Data: 19/08/2026 02:42:00

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Automação, inteligência de dados e rastreabilidade ganham espaço como soluções para reduzir gargalos e ampliar eficiência operacional no comércio exterior, afirma economista Paulo Narcélio






Integração entre tecnologia e logística deve redefinir cadeias portuárias nos próximos anos.

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A transformação digital vem ganhando protagonismo nas operações portuárias ao redor do mundo e deve exercer papel decisivo na competitividade do comércio exterior nos próximos anos. Em um cenário marcado pelo aumento da movimentação de cargas e pela necessidade de maior eficiência logística, tecnologias como automação, análise de dados em tempo real e sistemas de rastreabilidade começam a redefinir a gestão das cadeias portuárias.

No Brasil, o movimento acompanha o crescimento do próprio setor. Dados do Ministério de Portos e Aeroportos mostram que os portos brasileiros movimentaram mais de 1,16 bilhão de toneladas de cargas em 2025, avanço de 4,03% em relação ao ano anterior. A movimentação de contêineres também registrou crescimento próximo de 10%, reforçando a importância de investimentos em infraestrutura e inovação para sustentar a expansão das operações.

Para o economista Paulo Narcélio Simões Amaral, a tecnologia deixou de ser um diferencial e passou a integrar a estratégia de competitividade do setor logístico. “A digitalização dos processos permite maior previsibilidade das operações, reduz atrasos e melhora a integração entre os diferentes elos da cadeia logística. Em um ambiente global cada vez mais competitivo, eficiência operacional é um fator determinante para reduzir custos e ampliar a capacidade de resposta do comércio exterior”, afirma.

Automação e inteligência de dados reduzem gargalos operacionais

A adoção de sistemas automatizados e plataformas digitais tem permitido maior controle sobre fluxos de carga, gestão de pátios, programação de embarques e monitoramento das operações em tempo real. O uso de inteligência de dados também favorece a identificação antecipada de gargalos e a tomada de decisões mais rápidas e precisas.

Segundo Paulo Narcélio, a tendência é que os portos operem de forma cada vez mais integrada com transportadoras, terminais, operadores logísticos e órgãos reguladores.  “Os dados passam a ser um ativo estratégico. Quanto maior a capacidade de coletar, interpretar e compartilhar informações ao longo da cadeia, maior será a eficiência das operações e a redução de desperdícios”, destaca.

Rastreabilidade fortalece segurança e competitividade

Outro avanço que ganha relevância é a rastreabilidade das cargas. Ferramentas digitais permitem acompanhar produtos desde a origem até o destino final, ampliando a transparência dos processos e fortalecendo a segurança das operações. A integração tecnológica também contribui para melhorar a conexão entre portos, rodovias, ferrovias e centros de distribuição, reduzindo tempos de espera e aumentando a eficiência logística. Esse aspecto torna-se ainda mais relevante considerando que mais de 95% do comércio exterior brasileiro passa pelos portos nacionais.

Para Paulo Narcélio Simões Amaral, os investimentos em inovação tendem a se tornar cada vez mais estratégicos para empresas e operadores do setor.  “Os portos do futuro serão ambientes altamente conectados, com processos automatizados e decisões baseadas em dados. Quem investir em tecnologia e integração logística estará mais preparado para atender às exigências do comércio global e capturar oportunidades de crescimento”, conclui.

À medida que o fluxo de mercadorias aumenta e as cadeias de suprimentos se tornam mais complexas, a combinação entre tecnologia e logística desponta como um dos principais caminhos para elevar a eficiência operacional e fortalecer a posição do Brasil no comércio internacional.

Paulo Narcélio Simões Amaral

Paulo Narcélio Simões Amaral é economista formado pela UERJ, com MBA em Finanças e especializações em INSEAD e Wharton. Com mais de 30 anos de experiência, atuou como CEO e CFO em empresas de telecomunicações, mídia, tecnologia e energia. Dedica-se à reestruturação empresarial, gestão de investimentos e consultoria em tecnologia e logística portuária.

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
ROXANNE ARAUJO HUBER DA SILVA
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