A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) determinou a suspensão imediata das atividades de quatro empresas que realizavam voos panorâmicos no Rio de Janeiro: VRP (Voo Rio Panorâmicos), Broadfly, Nobre Turismo e Mister Topfly. A medida foi tomada após o trágico acidente na Vista Chinesa, que resultou na morte de quatro pessoas, incluindo três turistas colombianas. Segundo a agência reguladora, foram encontradas irregularidades graves na manutenção das aeronaves dessas companhias.
A decisão é resultado de um esforço conjunto entre a ANAC e a Prefeitura do Rio de Janeiro para aumentar o rigor na fiscalização do setor. Em reunião com o prefeito Eduardo Cavalieri, representantes da agência discutiram a necessidade de garantir a segurança dos passageiros e evitar que novas tragédias ocorram. Além da suspensão das empresas, houve também restrições à operação de helicópteros no heliponto da Lagoa, na Zona Sul da cidade.
O cenário da aviação turística no Rio de Janeiro é motivo de alerta para as autoridades devido à recorrência de acidentes em bairros como Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Guaratiba e Copacabana. O Ministério Público Federal (MPF) já havia solicitado à Justiça a criação de corredores específicos de voo entre a Barra e a Zona Sul para mitigar riscos, porém o pedido ainda aguarda uma definição judicial. A morosidade nas investigações e na liberação de corpos em acidentes anteriores também foi alvo de críticas.
Embora o turismo seja vital para a economia carioca, a prioridade absoluta no momento é a regularização das operações aéreas. Enquanto as quatro empresas citadas permanecem impedidas de voar, outras instituições do setor continuam sendo fiscalizadas. A ANAC e a prefeitura reforçam que apenas aeronaves com manutenção rigorosamente em dia e documentação regularizada terão autorização para operar voos sobre a cidade.