Para ONS, há possibilidade um pouco maior de acionar plano contra apagão no 2º semestre
Fonte: cgn.inf.br | Data: 20/08/2026 17:23:31
O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Marcio Rea, indicou nesta quinta-feira, 20, que há uma possibilidade “um pouco maior” de acionamento do chamado plano emergencial para a gestão de excedentes de energia neste segundo semestre. Esse instrumento foi utilizado pela primeira vez em junho passado, sendo uma medida considerada essencial para, no limite, evitar um apagão generalizado.
“Eu entendo que vai ser um pouco maior possibilidade de acionamento. Mas vamos ver a previsão do tempo”, disse em conversa com jornalistas durante evento “Super El Niño e a Resiliência do Setor Elétrico Brasileiro”, realizado na sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com agentes do setor.
No primeiro acionamento, 12 distribuidoras entraram na lista para executar os cortes na geração de energia de usinas conectadas às redes de distribuição, chamadas de “Tipo III”. No Dia dos Pais de 2025, o país por pouco não sofreu um blecaute generalizado, quando 37% de toda a carga do Sistema Interligado foi atendida por geração distribuída (GD).
A GD, dominada pela fonte solar, não apresenta o critério de flexibilidade operativa. Depende do sol, em última instância. Sob o ponto de vista técnico, isso mostra um problema estrutural. O Operador precisa fazer o rápido controle de frequência e tensão. Ou seja, precisa de fontes flexíveis para atender às variações constantes de demanda.
Os empreendimentos, nessa classificação, não são geridos diretamente pelo ONS, mas injetam energia na rede. O excesso de geração, sem a demanda correspondente em determinado período, leva à necessidade de redução da geração de energia por usinas renováveis, seja por restrições operacionais da rede de transmissão ou distribuição, ou por questões de segurança do sistema. Em grandes feriados são esperadas reduções da demanda por energia elétrica.
O plano emergencial para a gestão de excedentes de energia foi criado para evitar cenários de riscos para a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) e, em última análise, inibir eventos como apagões generalizados.