Médica presa em operação contra diplomas falsos é solta dez dias depois na BahiaN
Fonte: informebaiano.com.br | Data: 22/08/2026 09:20:17
A médica Aline Candice Carlos Magalhães, presa durante a Operação Canudo, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de falsificação e comercialização de diplomas de medicina, foi solta dez dias após a prisão.
A informação foi confirmada pela defesa da médica. Segundo os advogados, a liberdade foi restabelecida após um pedido apresentado à Vara Federal de Governador Valadares (MG).
A defesa sustenta que as provas reunidas contra Aline são frágeis e que não haveria demonstração de participação dela em falsificação de documentos.
“A defesa técnica acredita na plena inocência, tanto que logrou êxito, em curto espaço de tempo, no reestabelecimento da liberdade.”
Aline havia sido presa no dia 12 de agosto, durante a Operação Canudo, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um grupo suspeito de produzir e comercializar diplomas falsos e outros documentos acadêmicos.
A operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e três de prisão em Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, no oeste da Bahia, além de Montes Claros e Bocaiuva, no norte de Minas Gerais.
Segundo as investigações, o esquema teria sido descoberto a partir de um caso identificado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), em 2023. O órgão encontrou um diploma falso apresentado para obtenção de registro profissional e comunicou o caso à Polícia Federal.
A partir da apuração, os investigadores identificaram indícios de uma possível rede especializada na produção e comercialização de documentos acadêmicos falsificados.
A defesa de Aline também afirmou que a médica deverá retomar o exercício profissional e fez um alerta sobre a divulgação de imagens da investigada associadas a conteúdos considerados pejorativos ou falsos.
“No Estado Democrático Brasileiro, vigora o princípio da presunção de inocência.”
As investigações da Polícia Federal continuam para identificar outras pessoas que possam estar envolvidas na produção, comercialização, aquisição ou utilização dos documentos falsificados.